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Aquecimento central: como funciona e qual escolher?

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O aquecimento central permite aquecer várias divisões a partir de um sistema comum, em vez de utilizar um aparelho independente em cada espaço. Numa instalação hidráulica, uma caldeira ou bomba de calor aquece a água, que circula através de tubagens até aos radiadores, piso radiante ou ventiloconvectores.

A escolha do sistema mais adequado depende das características da casa. Uma habitação em construção permite integrar facilmente tubagens e piso radiante, enquanto numa casa existente poderá fazer sentido aproveitar radiadores e outras infraestruturas já instaladas.

Antes de escolher, é importante distinguir duas componentes: o equipamento que produz o calor e o sistema que o distribui pela habitação. Quando comparar diferentes soluções, consulte também os tipos de aquecimento para casas.

 

Como funciona o aquecimento central?

Num sistema hidráulico, o funcionamento pode ser dividido em três etapas.

  • Um equipamento produz ou transfere calor para a água do circuito. Pode ser, por exemplo, uma caldeira a gás, uma bomba de calor ar-água ou uma caldeira a biomassa.
  • A água quente circula, em seguida, através das tubagens da habitação. 
  • Finalmente, radiadores, piso radiante ou ventiloconvectores transferem essa energia para as divisões.

Um termóstato permite definir a temperatura pretendida e, quando existem diferentes zonas de climatização, é possível controlar algumas áreas da casa de forma independente. O desempenho não depende apenas do equipamento. O isolamento, o dimensionamento da instalação, a temperatura da água e o controlo do sistema têm influência direta no consumo.

 

Que tipos de aquecimento central existem?

A principal diferença está na forma como é produzido o calor.

Aquecimento central com bomba de calor

Uma bomba de calor utiliza eletricidade para transferir energia térmica desde o ambiente exterior para o interior da casa, em vez de produzir todo o calor através de uma resistência elétrica. 

Num circuito hidráulico doméstico, uma bomba de calor ar-água pode alimentar piso radiante, ventiloconvectores ou radiadores compatíveis e, consoante a instalação, produzir também água quente sanitária.

É uma solução com elevada eficiência energética (tipicamente, tem um coeficiente de desempenho (COP) entre 2,5 a 4, menores emissões e custos de funcionamento baixos quando combinada com energia renovável) e torna-se particularmente interessante em casas bem isoladas do frio e em sistemas preparados para trabalhar com temperaturas da água relativamente baixas.

A compatibilidade com uma instalação antiga deve, no entanto, ser avaliada. Os radiadores inicialmente dimensionados para receber água a temperaturas elevadas de uma caldeira podem não libertar calor suficiente quando associados a determinadas bombas de calor. Poderá ser necessário aumentar a superfície de emissão, substituir alguns radiadores ou escolher equipamentos adequados às características da instalação existente.

Aquecimento central a gás

Uma caldeira a gás natural ou a partir de um depósito de propano aquece a água que circula pelo circuito e chega aos radiadores ou piso radiante. Pode ser uma solução prática quando a casa já dispõe de instalação, tubagens e radiadores. No caso do gás natural, é necessário existir acesso à respetiva rede; o propano pode ser uma alternativa quando não existe rede pública de gás.

As caldeiras a gás utilizam um processo de combustão e, por isso, produzem emissões diretas no local de utilização. A instalação e os equipamentos devem cumprir os requisitos técnicos e de segurança aplicáveis. 

Ao comparar combustíveis, conheça as principais diferenças entre gás natural, propano e butano.

Aquecimento central a biomassa

Caldeiras e determinados recuperadores de calor podem utilizar pellets ou lenha para aquecer a água de um circuito de aquecimento central.

Esta solução exige condições adequadas para armazenamento do combustível, evacuação dos produtos da combustão, limpeza e manutenção. Por isso, tende a adaptar-se melhor a moradias ou edifícios que disponham de espaço suficiente.

O funcionamento é semelhante ao de outros sistemas hidráulicos: o equipamento aquece a água, que depois circula pelos radiadores ou pelo piso radiante.

Aquecimento central com caldeira elétrica

Também é possível utilizar uma caldeira elétrica para aquecer a água que circula nos radiadores ou no piso radiante.

A instalação pode ser relativamente simples quando já existe um circuito hidráulico e não há necessidade de combustão ou chaminé. No entanto, uma caldeira de resistência elétrica e uma bomba de calor não devem ser consideradas soluções equivalentes.

Numa resistência elétrica, a eletricidade consumida é diretamente transformada em calor. Uma bomba de calor consegue fornecer mais energia térmica do que a eletricidade que consome, uma vez que transfere calor existente no ambiente. Esta diferença pode ter um impacto significativo no consumo de eletricidade e respetivos custos.

Radiadores ou piso radiante: qual escolher?

Após a escolha da fonte de calor, é necessário decidir como essa energia chega às divisões. 

  • Os radiadores são uma das soluções mais comuns. Aquecem relativamente depressa e permitem substituir ou alterar elementos individuais com maior facilidade. Também podem ajudar a controlar a temperatura de cada divisão.
  • O piso radiante hidráulico faz circular água por tubos instalados sob o pavimento. Pode funcionar com temperaturas da água inferiores às normalmente utilizadas por radiadores convencionais, o que os torna particularmente adequados para combinar com bombas de calor. A instalação é mais complexa e faz normalmente mais sentido numa construção nova ou numa reabilitação profunda. Saiba em maior detalhe como funciona e conheça as vantagens e desvantagens do piso radiante.
  • Os ventiloconvectores são outra alternativa. Utilizam um ventilador para transferir rapidamente o calor da água para o ar e podem ser utilizados com determinados sistemas de bomba de calor. Dependendo da instalação, podem servir também para arrefecer a casa no verão.

 

Quanto custa instalar aquecimento central?

Não existe um preço único que possa ser aplicado a todas as casas. Numa habitação com tubagens e radiadores já instalados, substituir apenas a fonte de calor poderá representar uma intervenção relativamente limitada. Criar um sistema completo numa casa existente implica tubagens, emissores, equipamentos de controlo, mão de obra e, eventualmente, trabalhos em paredes e pavimentos.

Numa construção nova ou numa remodelação profunda, integrar o aquecimento durante a obra permite normalmente reduzir a necessidade de intervenções posteriores.

O orçamento deverá considerar, entre outros fatores:

  • Área e necessidades térmicas da habitação;
  • Nível de isolamento;
  • Fonte de calor escolhida;
  • Número e tipo de radiadores ou outros emissores;
  • Eventual produção de água quente sanitária;
  • Equipamentos de controlo e regulação;
  • Obras necessárias para instalar ou adaptar tubagens;
  • Manutenção prevista ao longo da vida útil do sistema.

Por isso, mais do que comparar apenas o preço inicial de dois equipamentos, considere o custo total da instalação e o consumo esperado durante a utilização.

 

Qual é o sistema de aquecimento central mais eficiente?

As bombas de calor destacam-se pela elevada eficiência energética. Como transferem calor em vez de o produzirem integralmente através da eletricidade consumida, podem fornecer várias unidades de energia térmica por cada unidade de energia elétrica utilizada.

O desempenho real varia conforme o equipamento, a temperatura exterior, a temperatura exigida pelo circuito e as características do edifício.

É precisamente por isso que uma bomba de calor bem dimensionada e associada a piso radiante ou a emissores adequados para temperaturas mais baixas pode apresentar um desempenho muito diferente do mesmo equipamento ligado a uma instalação pouco adequada.

Também não compensa instalar um sistema eficiente numa casa que perde rapidamente o calor produzido. Antes de aumentar a potência do aquecimento, poderá ser preferível atuar sobre janelas, cobertura, paredes ou outros elementos da envolvente.

Veja como renovar a casa para aumentar a eficiência energética e perceber quais as intervenções que podem fazer mais sentido.

 

Como reduzir o consumo do aquecimento central?

  • Evite aquecer quando não está ninguém em casa. Um termóstato programável permite adaptar o funcionamento do sistema aos horários em que a casa está ocupada e reduzir o consumo nos restantes períodos.
  • Se a instalação permitir controlar diferentes zonas, não mantenha os espaços pouco utilizados à mesma temperatura do resto da casa.
  • A temperatura também influencia o consumo. Em vez de aquecer excessivamente a casa, procure uma temperatura adequada ao conforto dos seus ocupantes. Consulte as recomendações sobre a temperatura ideal para o aquecimento da casa.
  • Verifique se os radiadores estão desimpedidos. Colocar móveis ou cortinas à frente pode dificultar a transferência de calor para a divisão. Quando existem radiadores hidráulicos, a acumulação de ar no circuito também pode prejudicar o funcionamento. Saiba como fazer a purga de forma fácil.
  • O isolamento continua a ser determinante. Produzir calor eficientemente tem um efeito limitado se esse calor escapar rapidamente através da cobertura, paredes, portas ou janelas.

Encontre mais recomendações práticas sobre como poupar no aquecimento da sua casa.

 

Que sistema escolher numa casa nova ou numa remodelação?

Numa casa nova, é possível planear simultaneamente o isolamento, o sistema de climatização e a produção de água quente, o que facilita a integração de soluções que funcionam a temperaturas mais baixas, como uma bomba de calor associada a piso radiante.

Numa remodelação, a decisão deve começar pela instalação existente. Se já possui radiadores e tubagens em boas condições, poderá valer a pena estudar se podem ser aproveitados com uma nova fonte de calor.

Antes de substituir uma caldeira por uma bomba de calor, por exemplo, deve ser verificada a potência necessária em cada divisão e a capacidade dos radiadores para fornecer essa energia às temperaturas de funcionamento previstas.

Se ainda não decidiu qual a fonte mais adequada, compare as diferentes energias para aquecimento antes de escolher o sistema.

 

Descubra as soluções da Repsol para si

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Perguntas frequentes sobre o aquecimento central

Depende do investimento inicial, preço da energia, eficiência do equipamento, isolamento e utilização. As bombas de calor podem apresentar consumos energéticos inferiores aos sistemas de resistência elétrica e estão entre as soluções mais eficientes para aquecimento, mas é necessário avaliar as características de cada habitação.

Sim, mas a complexidade depende da instalação existente. Se não houver tubagens ou radiadores, poderá ser necessário realizar obras significativas. Em determinados apartamentos, outros sistemas de climatização podem representar uma alternativa menos invasiva a um circuito hidráulico completo.

Em alguns casos, sim. É necessário verificar se conseguem fornecer a potência necessária com a temperatura da água utilizada pela bomba de calor. Radiadores dimensionados para funcionar a temperaturas elevadas podem precisar de ser substituídos, aumentados ou complementados.

Não necessariamente. A vantagem do piso radiante hidráulico é permitir distribuir o calor utilizando água a temperaturas relativamente baixas, o que pode favorecer o desempenho de sistemas como as bombas de calor. O consumo final depende de toda a instalação e das características da habitação.

Sim. As necessidades e a periodicidade dependem da tecnologia instalada e das indicações do fabricante. Nos equipamentos e instalações a gás, as intervenções técnicas devem respeitar a regulamentação aplicável e ser realizadas por entidades habilitadas.

Numa casa com perdas térmicas significativas, melhorar primeiro o isolamento pode reduzir as necessidades de aquecimento e permitir instalar posteriormente um equipamento de menor potência. O certificado energético pode ajudar a identificar as intervenções mais adequadas.

Escrito pela 

Equipa de energia da Repsol