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Como renovar a sua casa para ter a máxima eficiência energética

Restaurar uma casa: como aumentar a eficiência energética

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Renovar uma casa para ganhar eficiência energética passa, quase sempre, por uma ordem lógica: reduzir primeiro as perdas na envolvente e só depois escolher equipamentos. Em Portugal, o maior potencial de melhoria da eficiência está na modernização da cobertura, paredes, janelas e climatização. O certificado energético ajuda a identificar onde a intervenção tem mais efeito. Soluções como ETICS, janelas com vidro duplo e corte térmico, e bombas de calor bem dimensionadas, podem baixar consumos e aumentar o conforto, mas os resultados dependem do estado real da habitação, da zona do país e da qualidade da instalação.

 

O que fazer para ter a máxima eficiência energética

Renovar com foco na eficiência energética significa substituir equipamentos com um propósito bem definido. Em Portugal, os edifícios representam cerca de 30% do consumo final de energia, e a DGEG (Direção-Geral de Energia e Geologia) indica que mais de 50% desse consumo pode ser reduzido com medidas de eficiência. Por isso, a melhor abordagem continua a ser: 

  • Melhorar a envolvente da habitação
  • Reduzir infiltrações e pontes térmicas
  • E só depois escolher sistemas de climatização e águas quentes ajustados à nova realidade do imóvel. 

Esta lógica ganhou ainda mais relevância com a publicação da Portaria n.º 442-A/2025/1, que lançou um novo instrumento financeiro para apoiar medidas de eficiência energética no setor residencial, incluindo isolamentojanelas eficientes, climatização, água quente e certificação energética. Em paralelo, o Programa E-LAR mantém candidaturas abertas até 30 de junho de 2026, ou até esgotar a dotação, para apoiar a eficiência e a eletrificação de habitações em Portugal continental.

 

O impacto do isolamento térmico (ETICS) no consumo de energia

O ETICS, muitas vezes chamado "capoto" em obra, é um sistema de isolamento térmico pelo exterior de elevada qualidade, que responde aos requisitos atuais de desempenho energético. Na prática, segundo especialistas da área, a grande vantagem é criar uma camada contínua pelo exterior da fachada, ajudando a reduzir perdas térmicas e a limitar pontes térmicas em zonas problemáticas como pilares, vigas e encontros de lajes.

Num projeto de renovação, o ETICS tende a ser particularmente interessante quando a fachada existente tem fraco desempenho e quando se pretende melhorar o conforto de inverno e verão sem perder área útil interior.

Isto não significa que o ETICS seja sempre a primeira obra a fazer. Em moradias ou pisos superiores sem bom isolamento, a cobertura pode ser ainda mais prioritária, porque é uma das zonas com maior troca térmica. Em edifícios com problemas localizados, pode fazer mais sentido combinar isolamento em cobertura, correção de infiltrações e substituição de vãos.

 

Janelas e caixilharias: a importância do vidro duplo e corte térmico

As janelas são um dos pontos mais sensíveis da envolvente porque combinam transmissão térmica, ganhos solares, infiltrações de ar e conforto acústico. A etiqueta CLASSE+, gerida pela ADENE – Agência para a Energia, existe precisamente para ajudar os consumidores a compararem o desempenho energético de janelas e a exigirem propostas mais informadas. Não basta querer ter "janelas novas", importa perceber:

  • A classe da janela
  • O tipo de vidro, o caixilho
  • A permeabilidade ao ar 
  • A qualidade da montagem

Do ponto de vista técnico, o vidro duplo continua a ser uma base recomendável na maioria das renovações e o corte térmico faz especial diferença quando se escolhem caixilharias em alumínio. 

Nas janelas eficientes encontramos alumínio com corte térmico, PVC, madeira ou combinações destes materiais e o vidro deve ser duplo. A vantagem não está apenas no inverno: estas soluções também reduzem o sobreaquecimento e o esforço dos sistemas de arrefecimento no verão.

Sobre a poupança, convém evitar promessas demasiado definitivas. Não existe um valor único, igual para todas as casas, para dizer quanto se poupa com as janelas. O resultado depende da localização, área envidraçada, orientação solar, estado das janelas antigas, hábitos de climatização e qualidade da instalação.

Sistemas de climatização eficientes: bombas de calor vs. ar-condicionado

Nesta comparação, há um aspeto importante: muitos sistemas de ar-condicionado split reversíveis são, tecnicamente, bombas de calor ar-ar. Por isso, "bomba de calor" e "ar-condicionado" nem sempre são categorias opostas. A diferença prática costuma estar no uso pretendido. 

  • Se a prioridade é climatizar uma ou duas divisões e reduzir o investimento inicial, um split inverter eficiente pode bastar. 
  • Se o objetivo é aquecer a casa com maior abrangência e ainda produzir água quente sanitária, uma bomba de calor ar-água tende a oferecer uma solução mais completa.

Para comparar a eficiência, devem considerar-se indicadores sazonais. As bombas de calor são uma tecnologia madura e cerca de 3 a 5 vezes mais eficiente do que caldeiras a gás, sendo usadas em edifícios para aquecimento, água quente e, em alguns casos, também arrefecimento. Investir numa bomba de calor tende a valer a pena sobretudo em três cenários: ao substituir os aquecimentos com resistência elétrica ou equipamentos antigos pouco eficientes; quando a casa já tem ou vai ter uma envolvente melhorada; e quando existe necessidade de aquecimento e água quentes sanitárias de forma integrada. O novo instrumento financeiro referido anteriormente inclui precisamente o isolamento, janelas, climatização e produção de água quente entre as tipologias apoiáveis.

 

Certificação energética: como subir de classe na renovação

O certificado energético não serve apenas para cumprir uma obrigação formal. É um documento que avalia a eficiência energética do imóvel numa escala de F a A+ e identifica medidas que podem reduzir consumo, melhorar conforto e valorizar a casa. A certificação é obrigatória, entre outros casos, na venda, arrendamento, obra nova, grande renovação e em certos programas de financiamento. É também exigida a indicação da classe energética nos anúncios de venda. Subir de classe energética implica, regra geral, atuar em quatro frentes:

  • Isolamento de cobertura e paredes
  • Melhoria de janelas e portas
  • Eficiência da climatização e das águas quentes sanitárias
  • Eventual integração de energias renováveis. 

O certificado ajuda porque inclui precisamente as características da envolvente, ventilação, climatização e águas quentes, além de uma lista de medidas de melhoria com investimento e poupança previstos. Em habitação, a validade normal do certificado é de 10 anos.

A certificação também está ligada ao acesso a apoios e a alguns benefícios fiscais e valorização do imóvel. Alguns municípios podem aplicar reduções de IMI a prédios urbanos com eficiência energética. Convém tratar o certificado como uma ferramenta de decisão e não apenas como um documento administrativo.

 

Falta agora abordar outro aspeto da eficiência energética, que se prende com a escolha do tarifário mais adequado. Para além de lhe dar preços competitivos, a oferta da Repsol distingue-se por associar benefícios nas várias dimensões do consumo de energia, por exemplo, descontos em combustível e saldo My Repsol. Pode começar por analisar a Tarifa Viva e a Tarifa Leve, ambas tarifa fixas.

Perguntas frequentes sobre renovação da casa

Não há um valor fixo e universal aplicável a todas as habitações. A poupança depende da zona climática, da orientação, da dimensão dos vãos, do estado das janelas antigas, do tipo de climatização e da qualidade da instalação.

É um sistema de isolamento térmico pelo exterior aplicado na fachada. Em Portugal, "capoto" é a designação corrente em obra, enquanto ETICS é a designação técnica mais correta. A sua função é melhorar o desempenho térmico do edifício através de uma solução contínua exterior, reduzindo perdas de calor no inverno e ganhos excessivos no verão.

Geralmente, sim, sobretudo se a casa tiver um nível razoável de isolamento ou se esse reforço fizer parte da obra. As bombas de calor podem ser 3 a 5 vezes mais eficientes do que caldeiras a gás, e em Portugal há enquadramento de apoio público para climatização e águas quentes sanitárias eficientes.

Se a casa já tiver certificado energético válido, a classe estará aí indicada numa escala de F a A+. Se não tiver, deve recorrer a um perito qualificado através do SCE. O certificado inclui ainda recomendações de melhoria que ajudam a perceber como subir de classe numa futura renovação.

Muitas vezes, sim. A cobertura é frequentemente uma das áreas com maior troca térmica, e por isso o seu isolamento pode ter efeito forte no conforto e no consumo. Ainda assim, a prioridade real depende da casa: em alguns casos, janelas muito degradadas, infiltrações ou paredes sem isolamento podem ser o principal problema. O certificado energético é o melhor ponto de partida para definir as prioridades de melhoria.