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O preço dos combustíveis em Portugal voltou a subir? Saiba como poupar 

combustíveis

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Em março de 2026, o preço dos combustíveis em Portugal voltou a ser pressionado por fatores externos, sobretudo pela escalada do conflito no Médio Oriente, pelos riscos para o abastecimento energético na região e pela subida do petróleo nos mercados internacionais. Na semana de 16 a 22 de março de 2026, a ERSE fixou o "Preço Eficiente" em 1,929 €/l para a gasolina 95 simples e 2,044 €/l para o gasóleo simples, acima da semana homóloga de 2025. Para pagar menos, o mais eficaz é comparar postos no portal da DGEG, aproveitar descontos e adotar hábitos de condução e manutenção que reduzam o consumo real. 

  

O que está a acontecer aos preços dos combustíveis 

A pressão voltou a subir em março de 2026. Segundo a ERSE, o "preço eficiente" para a semana de 16 a 22 de março de 2026 foi fixado em 1,929 €/l para a gasolina 95 simples e em 2,044 €/l para o gasóleo simples. Na semana homóloga comparável de 2025, de 17 a 23 de março, esses valores estavam em 1,699 €/l e 1,622 €/l, respetivamente. Isto corresponde a uma subida de 23,0 cênt./l na gasolina e de 42,2 cênt./l no gasóleo, com agravamento mais forte no gasóleo.  

 

Porque é que o preço dos combustíveis sobe ou desce? 

Os preços sobem ou descem por uma combinação de fatores externos e internos. Em março de 2026, o peso da geopolítica foi particularmente forte. A EIA (Energy Information Administration), dos Estados Unidos, passou a prever o Brent acima de 95 dólares por barril nos dois meses seguintes e há a expectativa de movimentos de forte subida ligados ao conflito no Médio Oriente e aos riscos acrescidos para os fluxos de combustíveis no Estreito de Ormuz.  

 

Fatores para a evolução do preço dos combustíveis  

  • Contexto geopolítico. Tensões no Médio Oriente, envolvendo nomeadamente o Irão, podem afetar produção, transporte e expedição de petróleo e refinados.
  • Cotação internacional do petróleo e dos refinados. Quando o Brent e os produtos refinados sobem, os preços em Portugal tendem a acompanhar, ainda que não de forma automática nem na mesma proporção.
  • Impostos sobre os combustíveis. O preço final inclui ISP e IVA. Em março de 2026 houve revisões do ISP por portaria, incluindo a Portaria n.º 107-G/2026/1 e a Portaria n.º 112-A/2026/1, para amortecer parte da subida internacional.
  • Taxa de câmbio euro/dólar. Como o petróleo é negociado em dólares, um euro mais fraco encarece a importação para a Europa. Em meados de março, o euro estava perto de 1,15 dólares, abaixo dos níveis de fevereiro. 
  • Procura e oferta global. Produção, capacidade de refinação, reservas estratégicas e eventuais interrupções logísticas também influenciam o preço final.

 

Dicas para comprar combustível mais barato em Portugal 

Quem procura gasolina mais barata ou gasóleo mais barato deve começar pelo comparador oficial da DGEG e consultar os preços praticados nos postos de abastecimento de Portugal continental, vendo os preços médios diários com base nos valores comunicados pelos postos, já ponderados com os descontos praticados.  

Não existe uma hora universalmente mais barata para abastecer em todo o país. O que compensa é comparar antes de abastecer, porque os operadores praticam preços livres e podem ajustá-los em momentos diferentes. 

Se usar a aplicação My Repsol, pode consultar consumos e faturas, ver o histórico dos últimos 12 meses, localizar estações de serviço e usar o saldo e benefícios do programa.   

Outras dicas para poupar combustível 

Para quem quer saber como poupar combustível, as medidas mais eficazes continuam a ser as mais simples: planear trajetos para evitar quilómetros desnecessários, conduzir suavemente, acompanhar o consumo real do carro e evitar peso supérfluo. Uma condução agressiva, com acelerações e travagens bruscas, tende a aumentar o consumo de combustível. A pressão correta dos pneus também conta. Se estiverem com pressão baixa, aumentam a resistência ao rolamento, o desgaste e o consumo. Em termos práticos, isto significa que uma verificação simples e regular pode ter impacto real na fatura do combustível.   

exploração

O preço da gasolina em Portugal hoje

Para não nos fixarmos num valor diário que fica rapidamente desatualizado, poderá ser mais útil olhar para a evolução semanal do "Preço Eficiente" da ERSE desde o início de março de 2026. A tabela abaixo mostra como a gasolina entrou no fim de março num patamar claramente acima do observado no arranque do mês.

 

Semana

Gasolina 95 simples "Preço Eficiente"

02 a 08 de março de 2026

1,751 €/l

09 a 15 de março de 2026

1,850 €/l

16 a 22 de março de 2026

1,929 €/l

23 a 29 de março de 2026

1,999 €/l

 

  • A gasolina subiu 24,8 cênt./l entre 2 e 29 de março, com uma subida progressiva semana após semana, sem inversão no período analisado.
  • Para perceber o preço "de hoje", o mais indicado é usar este patamar semanal em conjunto com o comparador e os preços médios diários da DGEG.

 

O preço do gasóleo em Portugal hoje 

No gasóleo, a tendência de março foi ainda mais acentuada. A série semanal da ERSE mostra uma subida mais forte do que a gasolina, o que ajuda a explicar porque, nesta fase, já não faz sentido pensar no gasóleo como sendo sempre mais barato.

 

Semana Gasóleo simples "Preço Eficiente"
02 a 08 de março de 2026

1,727 €/l

09 a 15 de março de 2026

1,955 €/l

16 a 22 de março de 2026

2,044 €/l
23 a 29 de março de 2026 2,192 €/l

 

  • O gasóleo subiu 46,5 cênt./l entre 2 e 29 de março, com um agravamento mais acentuado do que a gasolina no mesmo período.
  • A conclusão prática é simples: no fim de março, o gasóleo estava num patamar de maior pressão do que a gasolina, o que poderá indiciar o comportamento futuro.

 

Composição do preço dos combustíveis 

O preço final na bomba resulta de várias camadas. A ERSE define o "preço eficiente" como a soma dos preços internacionais de referência, fretes marítimos, logística primária, incorporação de biocombustíveis, componente de retalho e impostos. É esta lógica que permite perceber por que uma subida do crude não se traduz, de forma automática, num aumento idêntico no preço final por litro. 

Produto base (petróleo bruto e refinação) 

Na decomposição semanal da ENSE (Entidade Nacional para o Setor Energético), de 4 de março de 2026, a componente "Preço + Frete" era de 0,470 €/l na gasolina e de 0,552 €/l no gasóleo. Em simultâneo, o adicional por incorporação de biocombustível era de 0,062 €/l na gasolina e de 0,108 €/l no gasóleo. Isto ajuda a perceber porque o custo do produto base e da incorporação pode pesar mais no gasóleo em determinadas fases do mercado.  

Impostos (ISP e IVA) 

A fiscalidade continua a ter um peso muito elevado. No mesmo relatório da ENSE, a parcela de ISP era de 0,657 €/l na gasolina e 0,535 €/l no gasóleo, enquanto o IVA representava 0,275 €/l e 0,276 €/l, respetivamente. Em termos legais, o Código do IVA mantém, no continente, a taxa normal de 23% para as operações que não beneficiem de taxa reduzida ou intermédia.  A subida internacional levou o Governo a rever temporariamente o ISP. A Portaria n.º 112-A/2026/1 fixou as taxas unitárias em 470,53 €/1000 litros para a gasolina sem chumbo e 311,63 €/1000 litros para o gasóleo rodoviário, com efeitos a partir de 16 de março.  

Margem e custos de distribuição 

Entre o preço de referência e o preço final ao consumidor entram ainda custos de transporte, armazenagem, operação do posto, pessoal, energia, rendas e retalho. A ENSE mostra que o preço de referência, na semana em causa, era de 1,450 €/l na gasolina e 1,453 €/l no gasóleo, antes da diferença até ao preço efetivamente praticado no mercado. Isso significa que esta parcela não deve ser lida como "lucro puro" de forma automática.   

 

Porque variam os preços entre postos de abastecimento? 

O mercado português segue o regime de preços livres desde 2004, e os preços de cada operador refletem os respetivos custos, localização, volumes, descontos e estratégia comercial. A DGEG, por seu lado, disponibiliza o comparador precisamente porque essa dispersão existe e pode ser relevante para o consumidor. Além disso, nem todos os postos oferecem o mesmo serviço, conveniência e experiência de abastecimento. Isso não significa que um posto mais caro seja sempre a melhor opção, mas explica porque nem todos operam com a mesma estrutura de custos. 

  

Porque é que o gasóleo é mais barato do que a gasolina? 

Historicamente, em Portugal, o gasóleo simples foi muitas vezes mais barato por litro do que a gasolina 95, sobretudo porque a carga de ISP é mais baixa no gasóleo. A decomposição da ENSE em março de 2026 continua a mostrar essa diferença fiscal: 0,657 €/l na gasolina contra 0,535 €/l no gasóleo na rubrica de ISP e outros. 

No entanto, isto não é uma regra permanente. Na semana de 16 a 22 de março de 2026, o "preço eficiente" da ERSE foi de 2,044 €/l no gasóleo e de 1,929 €/l na gasolina. Ou seja, a resposta certa é esta: muitas vezes foi mais barato, mas num choque geopolítico e logístico como o de março de 2026 pode acontecer o contrário.  

 

O que determina as flutuações semanais de preços? 

Em Portugal fala-se muito das "subidas à segunda-feira", mas não existe uma lei que obrigue os postos a mudar preços nesse dia. O que existe é um padrão de mercado: a ERSE usa a média aritmética simples da semana anterior nas cotações internacionais de referência e o mercado costuma repercutir essa informação no arranque da semana seguinte. Ainda assim, cada operador pode ajustar preços noutro dia. Por isso, para o consumidor, faz mais sentido acompanhar o comparador da DGEG do que assumir que a melhor decisão é apenas "abastecer antes de segunda-feira". 

 

O que vai acontecer ao preço da gasolina nos próximos tempos?

Não é possível garantir uma trajetória exata, mas há sinais que ajudam a enquadrar o curto prazo. A EIA prevê o Brent acima de 95 dólares por barril nos próximos dois meses, antes de uma descida no terceiro trimestre de 2026. Isso aponta para uma gasolina ainda sujeita a pressão no curto prazo, embora com possibilidade de alívio se o contexto geopolítico estabilizar.

 

O cenário mais provável para o preço da gasolina, hoje, é este:

  • Curto prazo: preços ainda pressionados e voláteis. 
  • Se houver desanuviamento geopolítico: pode surgir algum alívio.
  • Se o conflito se prolongar: a gasolina pode continuar em níveis elevados durante mais tempo.

 

O que vai acontecer ao preço do gasóleo nos próximos tempos?

No curto prazo, o gasóleo parece mais exposto à volatilidade. A evolução semanal da ERSE em março mostra uma subida mais agressiva do que na gasolina, o que sugere maior sensibilidade ao choque internacional e à tensão logística. 

O que isso significa na prática:

  • Enquanto durar a perturbação internacional, o gasóleo pode continuar sob maior pressão.
  • Se houver libertação adicional de reservas estratégicas, isso pode ajudar a conter parte da subida.
  • Se o crude recuar no segundo trimestre, o gasóleo também poderá aliviar, embora sem garantia de descida imediata na mesma proporção. 

Perguntas frequentes sobre os preços dos combustíveis em Portugal 

Em vez de se fixar num valor diário, o mais seguro é falar em patamar semanal. Na semana de 23 a 29 de março de 2026, a gasolina 95 simples situou-se em 1,999 €/l no "Preço Eficiente" da ERSE, acima dos 1,751 €/l do início de março.

Também aqui é mais fácil usar o patamar semanal. Na semana de 23 a 29 de março de 2026, o gasóleo simples situou-se em 2,192 €/l no "Preço Eficiente" da ERSE, face a 1,727 €/l na semana de 2 a 8 de março.

Influenciam-no o preço do crude e os refinados, o câmbio euro/dólar, a incorporação de biocombustíveis, a logística, a distribuição, o ISP e o IVA. 

O Governo influencia o valor final através dos impostos, mas os preços de venda ao público são livres e definidos pelos operadores.  

Porque têm custos de produto, incorporação de biocombustíveis e carga fiscal diferentes. 

Porque o mercado costuma repercutir nessa altura a média das cotações da semana anterior. Não há uma obrigação legal de mudar preços apenas à segunda-feira.

A resposta não é direta, mas pode guiar-se pelo seguinte:

  • Os preços médios diários são apurados diariamente pela DGEG.
  • As séries semanais da DGEG são atualizadas às terças-feiras às 17h00, salvo exceções.
  • Como o mercado é de preços livres, os postos podem ajustar preços ao longo da semana, não apenas à segunda-feira.

Porque o mercado é de preços livres e cada posto tem contratos, custos fixos, localização, volume e política comercial próprios. 

Há mais fatores determinantes. Produto, frete, biocombustíveis e impostos têm um peso muito relevante. A diferença entre preço de referência e preço final também cobre custos operacionais e de distribuição. 

Acompanhe o portal da DGEG e os relatórios semanais da ERSE e da ENSE. Para enquadramento internacional, vale a pena seguir também o BCE, a EIA e órgãos de informação. 

Existem ferramentas úteis. O comparador da DGEG ajuda a encontrar postos com preços mais baixos e a app My Repsol ajuda a obter saldo, descontos e consulta de consumos e faturas. 

Siga estes passos:

  • Compare no portal oficial da DGEG.
  • Filtre por localização, combustível e marca.
  • Evite decidir só por hábito: a diferença entre postos pode ser relevante mesmo dentro da mesma zona, porque o mercado é livre.

Compare preços antes de abastecer, use programas de desconto e evite abastecer por conveniência ou por impulso em postos mais caros. Depois, reduza o consumo com condução suave e manutenção básica em dia. 

Planeie trajetos, evite acelerações bruscas, mantenha a pressão dos pneus correta, acompanhe o consumo real do carro e retire-lhe peso desnecessário. 

Fazendo comparações semanais para março de 2026, Espanha apresentou preços médios de venda ao público mais baixos do que Portugal tanto na gasolina como no gasóleo.

 

 

Data de referência

Gasolina Portugal

Gasolina Espanha

Gasóleo Portugal

Gasóleo Espanha

 

04 de março de 2026

1,686 €/l

1,471 €/l

1,600 €/l

1,423 €/l

 

11 de março de 2026

1,703 €/l

1,487 €/l

1,630 €/l

1,441 €/l

 

18 de março de 2026

1,776 €/l

1,601 €/l

1,817 €/l

1,592 €/l

Depende sobretudo de onde vive e de quanto custa a deslocação. Em março de 2026, Espanha tinha preços médios de venda ao público abaixo dos de Portugal nos dois combustíveis, o que pode compensar para quem vive perto da fronteira.

  • Pode compensar: para quem vive perto da fronteira.
  • Pode deixar de compensar: se for preciso fazer muitos quilómetros, pagar portagens ou perder demasiado tempo.