No inverno, o aquecimento pode fazer aumentar o consumo de energia, mas há várias formas de reduzir a fatura sem abdicar do conforto. O primeiro passo é evitar que o calor produzido se perca rapidamente e, depois, utilizar de forma mais eficiente o aquecimento, a água quente e os eletrodomésticos.
Se pretende começar pelas medidas mais simples:
- Aproveite o sol durante o dia;
- Acompanhe os consumos ao longo do inverno;
- Feche persianas e cortinas ao anoitecer;
- Elimine correntes de ar em portas e janelas;
- Regule corretamente a temperatura do aquecimento;
- Aqueça sobretudo as divisões em utilização;
- Programe os equipamentos sempre que possível;
- Reduza o tempo dos duches;
- Utilize programas "eco" nas máquinas;
- Evite consumos desnecessários em standby;
- Escolha a opção tarifária de eletricidade adequada aos seus hábitos;
- Melhore o isolamento quando as perdas de calor são significativas.
1. Aproveite o calor do sol
Durante os dias de inverno, aproveite gratuitamente a radiação solar para aumentar a temperatura interior. Nas divisões com exposição solar:
- Abra persianas e cortinas durante o dia;
- Evite bloquear a entrada da luz com móveis ou outros objetos;
- Feche novamente as proteções ao final da tarde para ajudar a conservar o calor.
Este pequeno hábito é especialmente útil em divisões orientadas para zonas que recebem várias horas de sol.
2. Controle o consumo de eletricidade
Nem toda a poupança tem de vir do aquecimento. Em vez de tentar adivinhar qual é o equipamento que pesa mais na fatura, pode aprender a calcular o consumo de energia em kWh. Preste atenção aos consumos quotidianos:
- Desligue luzes quando não são necessárias;
- Prefira iluminação LED;
- Evite deixar equipamentos ligados sem utilização;
- Desligue carregadores quando já não são necessários;
- Utilize réguas com interruptor quando tem vários equipamentos juntos;
- Ative modos de poupança de energia em televisores, computadores e outros dispositivos.
3. Reduza as correntes de ar
Antes de aumentar a temperatura do aquecimento, confirme se o calor não escapa pelas portas e janelas. Portanto, verifique:
- Juntas das janelas;
- Vedantes das portas;
- Folgas junto ao pavimento;
- Caixas dos estores;
- Outros pontos onde consiga sentir a entrada de ar frio.
Pequenos vedantes ou tapa-frinchas podem resolver algumas situações sem exigir obras. Se o problema for mais abrangente, veja como isolar a casa do frio e identifique as intervenções que podem melhorar o desempenho térmico da habitação.
4. Regule a temperatura do aquecimento
Aquecer mais, não significa necessariamente ter mais conforto. Como referência para períodos de frio, a Direção-Geral da Saúde recomenda manter a casa entre 18 °C e 21 °C. Além disso, baixar o termóstato apenas 1 ºC pode reduzir em cerca de 7% a energia utilizada no aquecimento, segundo a Agência Internacional de Energia. Saiba mais sobre a temperatura ideal para o aquecimento da casa.
Para evitar consumos desnecessários:
- Não aqueça excessivamente as divisões;
- Reduza a temperatura quando não necessita do mesmo nível de conforto;
- Utilize um termóstato, quando disponível;
- Ajuste a programação aos horários em que a casa está ocupada.
5. Aqueça apenas onde é necessário
Se não precisa de manter toda a habitação à mesma temperatura, concentre o aquecimento nos espaços mais utilizados. Pode, por exemplo:
- Manter fechadas as portas das divisões que está a aquecer;
- Reduzir o aquecimento em quartos ou espaços pouco utilizados durante o dia;
- Utilizar válvulas termostáticas quando o sistema permitir controlar os radiadores individualmente;
- Evitar aquecer corredores ou divisões vazias durante muitas horas.
A potência e o tipo de equipamento também devem ser adequados à utilização. Se ponderar substituir o sistema, compare os diferentes tipos de aquecimento para casas.
6. Tire melhor partido dos radiadores
Um radiador não consegue distribuir corretamente o calor se estiver bloqueado. Para melhorar o seu funcionamento:
- Não coloque sofás ou outros móveis à frente;
- Evite cortinas compridas sobre o radiador;
- Não utilize o equipamento como suporte permanente para secar roupa;
- Verifique se toda a superfície aquece uniformemente;
- Purgue os radiadores hidráulicos quando existir ar no circuito.
Num sistema de aquecimento central, verifique também a programação e siga as indicações de manutenção do fabricante.
7. Reduza o consumo de água quente
Poupar água quente permite reduzir simultaneamente o consumo de água e a energia necessária para a aquecer. Algumas medidas simples são:
- Tome duches mais curtos;
- Feche a água enquanto se ensaboa;
- Evite temperaturas superiores às necessárias;
- Utilize chuveiros eficientes;
- Repare torneiras que apresentem fugas;
- Utilize programas adequados se o equipamento de produção de água quente permitir programação.
Se estiver a pensar substituir o equipamento, compare primeiro os diferentes sistemas de aquecimento de água.
8. Utilize melhor as máquinas de lavar
Máquinas de lavar roupa e loiça não precisam de funcionar parcialmente vazias sempre que tem algumas peças ou pratos para lavar e nos programas "eco", um ciclo mais longo não significa necessariamente maior consumo. Estes programas podem utilizar menos energia ao reduzir a temperatura e otimizar a utilização da água. Sempre que possível:
- Utilize a capacidade adequada da máquina;
- Escolha programas "eco";
- Utilize temperaturas mais baixas quando são suficientes para a lavagem;
- Evite pré-lavagens desnecessárias;
- Recorra ao início diferido quando pretende aproveitar determinado período tarifário.
9. Reduza a utilização da máquina de secar
Nos dias de chuva, a máquina de secar pode ser especialmente útil, mas é também um equipamento com consumo significativo. Se secar roupa em casa, assegure uma ventilação adequada para evitar a acumulação excessiva de humidade. Alguns conselhos:
- Centrifugue bem a roupa antes da secagem;
- Sempre que o tempo permita, seque ao ar livre;
- Não misture peças muito leves com tecidos que demoram bastante mais a secar;
- Limpe os filtros conforme as instruções do fabricante;
- Escolha programas adequados à quantidade e ao tipo de roupa.
10. Cozinhe com menos energia
No inverno tendemos também a cozinhar mais refeições quentes e alguns hábitos permitem aproveitar melhor a energia utilizada. A solução mais eficiente depende sempre da quantidade de alimentos e do tipo de preparação. Preste atenção a estes aspetos:
- Tape os tachos durante a confeção;
- Escolha um recipiente adequado ao tamanho da zona de aquecimento;
- Aqueça apenas a quantidade de água necessária;
- Utilize o micro-ondas para pequenas quantidades quando for adequado;
- Evite abrir repetidamente a porta do forno;
- Aproveite a capacidade do forno quando prepara várias refeições;
- Desligue determinados equipamentos um pouco antes do final quando o calor residual consegue concluir a confeção.
11. Veja se a tarifa acompanha os seus horários
Poupar não significa apenas consumir menos. Também pode implicar utilizar eletricidade nos períodos mais adequados à opção tarifária contratada. Uma tarifa bi-horária, como a Tarifa Leve da Repsol, pode fazer sentido quando consegue deslocar uma parte relevante dos consumos para as horas de vazio, por exemplo:
- Máquina de lavar roupa;
- Máquina de lavar loiça;
- Termoacumulador programável;
- Bomba de calor para água quente;
- Carregamento de um veículo elétrico.
Se a maioria do consumo ocorre fora desses períodos, uma tarifa simples pode ser mais adequada. Compare as diferenças entre tarifa bi-horária e tarifa simples antes de alterar a opção horária.
Atenção: a ERSE aprovou novos períodos horários para Portugal continental. Para os consumidores residenciais em BTN com opção bi-horária ou tri-horária, a migração está prevista para se realizar faseadamente entre 1 de julho e 31 de dezembro de 2027. Por outro lado, até o contador de cada instalação ser atualizado, mantêm-se os horários atualmente aplicáveis.
12. Acompanhe o consumo ao longo do inverno
Uma fatura mais elevada em janeiro não significa necessariamente que o preço da energia tenha aumentado. Pode simplesmente ter consumido mais devido ao aquecimento. Ao conhecer os seus consumos reais, torna-se mais fácil perceber quais as mudanças que produzem resultados. Faça a gestão das faturas Repsol: consulte-as, acompanhe os seus consumos e envie leituras. Compare mensalmente:
- kWh consumidos;
- Número de dias faturados;
- Consumo de eletricidade e gás;
- Períodos horários, quando aplicável;
- Potência contratada;
- Preço da energia;
- Consumo face ao mesmo período anterior.
Se preferir, pode saber tudo isto na comodidade da app My Repsol.
O que fazer se a casa continua fria?
Se segue estas recomendações, mas a casa arrefece rapidamente assim que desliga o aquecimento, o problema poderá não estar na forma como utiliza os equipamentos. Tente descobrir:
- Janelas com vidro simples ou correntes de ar;
- Portas exteriores pouco estanques;
- Paredes interiores muito frias;
- Cobertura com pouco isolamento;
- Condensações junto a paredes, pilares ou janelas;
- Caixas de estores sem isolamento;
- Pavimentos sobre garagens ou espaços não aquecidos.
Nestas situações, aumentar continuamente o aquecimento pode apenas aumentar o consumo sem resolver a origem do desconforto. Uma melhoria da envolvente térmica poderá reduzir as necessidades de energia da habitação e aumentar o conforto tanto no inverno como no verão.
A DGS recomenda manter a habitação entre 18 °C e 21 °C durante períodos de frio. A temperatura adequada pode variar conforme os ocupantes, a divisão e as condições da casa.
Sim. Como valor de referência, a Agência Internacional de Energia estima que baixar o termóstato 1 °C permite reduzir cerca de 7% da energia utilizada no aquecimento. A poupança real varia consoante o edifício, clima, equipamento e hábitos de utilização.
Em geral, não é necessário manter a temperatura quando a casa está vazia ou durante períodos em que não precisa desse nível de conforto. Programar o sistema segundo a ocupação ajuda a evitar consumos desnecessários. Sistemas com elevada inércia térmica, como determinados pisos radiantes, requerem uma gestão diferente.
Se o sistema permitir regulação individual, reduzir o aquecimento em espaços pouco utilizados pode evitar desperdícios. Deve, contudo, seguir as indicações de funcionamento da instalação e evitar condições que favoreçam a humidade ou a condensação de humidade.
Não. Só tende a ser vantajosa quando consegue concentrar uma parte suficiente do consumo nas horas de vazio. A decisão deve ser tomada com base nos seus horários e no consumo real.
Comece por verificar onde gasta mais. Se o aquecimento representa uma parte importante do consumo, controle a temperatura, as horas de funcionamento e, também, verifique eventuais perdas de calor. Se a casa estiver mal isolada, corrigir essas perdas pode ter um efeito mais duradouro do que simplesmente utilizar menos o aquecimento.
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Fontes:
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Proteja-se contra o frio. Medidas contra o frio sugeridas à população no portal SNS 24.
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How to use less energy and cut your bills. Recomendações da Agência Internacional de Energia para a poupança de energia.