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Como poupar energia no inverno: 12 dicas práticas

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No inverno, o aquecimento pode fazer aumentar o consumo de energia, mas há várias formas de reduzir a fatura sem abdicar do conforto. O primeiro passo é evitar que o calor produzido se perca rapidamente e, depois, utilizar de forma mais eficiente o aquecimento, a água quente e os eletrodomésticos.

Se pretende começar pelas medidas mais simples:

  1. Aproveite o sol durante o dia;
  2. Acompanhe os consumos ao longo do inverno;
  3. Feche persianas e cortinas ao anoitecer;
  4. Elimine correntes de ar em portas e janelas;
  5. Regule corretamente a temperatura do aquecimento;
  6. Aqueça sobretudo as divisões em utilização;
  7. Programe os equipamentos sempre que possível;
  8. Reduza o tempo dos duches;
  9. Utilize programas "eco" nas máquinas;
  10. Evite consumos desnecessários em standby;
  11. Escolha a opção tarifária de eletricidade adequada aos seus hábitos;
  12. Melhore o isolamento quando as perdas de calor são significativas.

 

1. Aproveite o calor do sol

Durante os dias de inverno, aproveite gratuitamente a radiação solar para aumentar a temperatura interior. Nas divisões com exposição solar:

  • Abra persianas e cortinas durante o dia;
  • Evite bloquear a entrada da luz com móveis ou outros objetos;
  • Feche novamente as proteções ao final da tarde para ajudar a conservar o calor.

Este pequeno hábito é especialmente útil em divisões orientadas para zonas que recebem várias horas de sol.

 

2. Controle o consumo de eletricidade

Nem toda a poupança tem de vir do aquecimento. Em vez de tentar adivinhar qual é o equipamento que pesa mais na fatura, pode aprender a calcular o consumo de energia em kWh. Preste atenção aos consumos quotidianos:

  • Desligue luzes quando não são necessárias;
  • Prefira iluminação LED;
  • Evite deixar equipamentos ligados sem utilização;
  • Desligue carregadores quando já não são necessários;
  • Utilize réguas com interruptor quando tem vários equipamentos juntos;
  • Ative modos de poupança de energia em televisores, computadores e outros dispositivos.

3. Reduza as correntes de ar

Antes de aumentar a temperatura do aquecimento, confirme se o calor não escapa pelas portas e janelas. Portanto, verifique:

  • Juntas das janelas;
  • Vedantes das portas;
  • Folgas junto ao pavimento;
  • Caixas dos estores;
  • Outros pontos onde consiga sentir a entrada de ar frio.

Pequenos vedantes ou tapa-frinchas podem resolver algumas situações sem exigir obras. Se o problema for mais abrangente, veja como isolar a casa do frio e identifique as intervenções que podem melhorar o desempenho térmico da habitação.

 

4. Regule a temperatura do aquecimento

Aquecer mais, não significa necessariamente ter mais conforto. Como referência para períodos de frio, a Direção-Geral da Saúde recomenda manter a casa entre 18 °C e 21 °C. Além disso, baixar o termóstato apenas 1 ºC pode reduzir em cerca de 7% a energia utilizada no aquecimento, segundo a Agência Internacional de Energia. Saiba mais sobre a temperatura ideal para o aquecimento da casa.

Para evitar consumos desnecessários:

  • Não aqueça excessivamente as divisões;
  • Reduza a temperatura quando não necessita do mesmo nível de conforto;
  • Utilize um termóstato, quando disponível;
  • Ajuste a programação aos horários em que a casa está ocupada.

 

5. Aqueça apenas onde é necessário

Se não precisa de manter toda a habitação à mesma temperatura, concentre o aquecimento nos espaços mais utilizados. Pode, por exemplo:

  • Manter fechadas as portas das divisões que está a aquecer;
  • Reduzir o aquecimento em quartos ou espaços pouco utilizados durante o dia;
  • Utilizar válvulas termostáticas quando o sistema permitir controlar os radiadores individualmente;
  • Evitar aquecer corredores ou divisões vazias durante muitas horas.

A potência e o tipo de equipamento também devem ser adequados à utilização. Se ponderar substituir o sistema, compare os diferentes tipos de aquecimento para casas.

 

6. Tire melhor partido dos radiadores

Um radiador não consegue distribuir corretamente o calor se estiver bloqueado. Para melhorar o seu funcionamento:

  • Não coloque sofás ou outros móveis à frente;
  • Evite cortinas compridas sobre o radiador;
  • Não utilize o equipamento como suporte permanente para secar roupa;
  • Verifique se toda a superfície aquece uniformemente;
  • Purgue os radiadores hidráulicos quando existir ar no circuito.

Num sistema de aquecimento central, verifique também a programação e siga as indicações de manutenção do fabricante.

7. Reduza o consumo de água quente

Poupar água quente permite reduzir simultaneamente o consumo de água e a energia necessária para a aquecer. Algumas medidas simples são:

  • Tome duches mais curtos;
  • Feche a água enquanto se ensaboa;
  • Evite temperaturas superiores às necessárias;
  • Utilize chuveiros eficientes;
  • Repare torneiras que apresentem fugas;
  • Utilize programas adequados se o equipamento de produção de água quente permitir programação.

Se estiver a pensar substituir o equipamento, compare primeiro os diferentes sistemas de aquecimento de água.

 

8. Utilize melhor as máquinas de lavar

Máquinas de lavar roupa e loiça não precisam de funcionar parcialmente vazias sempre que tem algumas peças ou pratos para lavar e nos programas "eco", um ciclo mais longo não significa necessariamente maior consumo. Estes programas podem utilizar menos energia ao reduzir a temperatura e otimizar a utilização da água. Sempre que possível:

  • Utilize a capacidade adequada da máquina;
  • Escolha programas "eco";
  • Utilize temperaturas mais baixas quando são suficientes para a lavagem;
  • Evite pré-lavagens desnecessárias;
  • Recorra ao início diferido quando pretende aproveitar determinado período tarifário.

 

9. Reduza a utilização da máquina de secar

Nos dias de chuva, a máquina de secar pode ser especialmente útil, mas é também um equipamento com consumo significativo. Se secar roupa em casa, assegure uma ventilação adequada para evitar a acumulação excessiva de humidade. Alguns conselhos:

  • Centrifugue bem a roupa antes da secagem;
  • Sempre que o tempo permita, seque ao ar livre;
  • Não misture peças muito leves com tecidos que demoram bastante mais a secar;
  • Limpe os filtros conforme as instruções do fabricante;
  • Escolha programas adequados à quantidade e ao tipo de roupa.

 

10. Cozinhe com menos energia

No inverno tendemos também a cozinhar mais refeições quentes e alguns hábitos permitem aproveitar melhor a energia utilizada. A solução mais eficiente depende sempre da quantidade de alimentos e do tipo de preparação. Preste atenção a estes aspetos:

  • Tape os tachos durante a confeção;
  • Escolha um recipiente adequado ao tamanho da zona de aquecimento;
  • Aqueça apenas a quantidade de água necessária;
  • Utilize o micro-ondas para pequenas quantidades quando for adequado;
  • Evite abrir repetidamente a porta do forno;
  • Aproveite a capacidade do forno quando prepara várias refeições;
  • Desligue determinados equipamentos um pouco antes do final quando o calor residual consegue concluir a confeção.

 

11. Veja se a tarifa acompanha os seus horários

Poupar não significa apenas consumir menos. Também pode implicar utilizar eletricidade nos períodos mais adequados à opção tarifária contratada. Uma tarifa bi-horária, como a Tarifa Leve da Repsol, pode fazer sentido quando consegue deslocar uma parte relevante dos consumos para as horas de vazio, por exemplo:

  • Máquina de lavar roupa;
  • Máquina de lavar loiça;
  • Termoacumulador programável;
  • Bomba de calor para água quente;
  • Carregamento de um veículo elétrico.

Se a maioria do consumo ocorre fora desses períodos, uma tarifa simples pode ser mais adequada. Compare as diferenças entre tarifa bi-horária e tarifa simples antes de alterar a opção horária.

Atenção: a ERSE aprovou novos períodos horários para Portugal continental. Para os consumidores residenciais em BTN com opção bi-horária ou tri-horária, a migração está prevista para se realizar faseadamente entre 1 de julho e 31 de dezembro de 2027. Por outro lado, até o contador de cada instalação ser atualizado, mantêm-se os horários atualmente aplicáveis.

 

12. Acompanhe o consumo ao longo do inverno

Uma fatura mais elevada em janeiro não significa necessariamente que o preço da energia tenha aumentado. Pode simplesmente ter consumido mais devido ao aquecimento. Ao conhecer os seus consumos reais, torna-se mais fácil perceber quais as mudanças que produzem resultados. Faça a gestão das faturas Repsol: consulte-as, acompanhe os seus consumos e envie leituras. Compare mensalmente:

  • kWh consumidos;
  • Número de dias faturados;
  • Consumo de eletricidade e gás;
  • Períodos horários, quando aplicável;
  • Potência contratada;
  • Preço da energia;
  • Consumo face ao mesmo período anterior.

Se preferir, pode saber tudo isto na comodidade da app My Repsol.

O que fazer se a casa continua fria?

Se segue estas recomendações, mas a casa arrefece rapidamente assim que desliga o aquecimento, o problema poderá não estar na forma como utiliza os equipamentos. Tente descobrir:

  • Janelas com vidro simples ou correntes de ar;
  • Portas exteriores pouco estanques;
  • Paredes interiores muito frias;
  • Cobertura com pouco isolamento;
  • Condensações junto a paredes, pilares ou janelas;
  • Caixas de estores sem isolamento;
  • Pavimentos sobre garagens ou espaços não aquecidos.

Nestas situações, aumentar continuamente o aquecimento pode apenas aumentar o consumo sem resolver a origem do desconforto. Uma melhoria da envolvente térmica poderá reduzir as necessidades de energia da habitação e aumentar o conforto tanto no inverno como no verão.

Perguntas frequentes sobre como poupar energia no inverno

A DGS recomenda manter a habitação entre 18 °C e 21 °C durante períodos de frio. A temperatura adequada pode variar conforme os ocupantes, a divisão e as condições da casa.

Sim. Como valor de referência, a Agência Internacional de Energia estima que baixar o termóstato 1 °C permite reduzir cerca de 7% da energia utilizada no aquecimento. A poupança real varia consoante o edifício, clima, equipamento e hábitos de utilização.

Em geral, não é necessário manter a temperatura quando a casa está vazia ou durante períodos em que não precisa desse nível de conforto. Programar o sistema segundo a ocupação ajuda a evitar consumos desnecessários. Sistemas com elevada inércia térmica, como determinados pisos radiantes, requerem uma gestão diferente.

Se o sistema permitir regulação individual, reduzir o aquecimento em espaços pouco utilizados pode evitar desperdícios. Deve, contudo, seguir as indicações de funcionamento da instalação e evitar condições que favoreçam a humidade ou a condensação de humidade.

Não. Só tende a ser vantajosa quando consegue concentrar uma parte suficiente do consumo nas horas de vazio. A decisão deve ser tomada com base nos seus horários e no consumo real.

Comece por verificar onde gasta mais. Se o aquecimento representa uma parte importante do consumo, controle a temperatura, as horas de funcionamento e, também, verifique eventuais perdas de calor. Se a casa estiver mal isolada, corrigir essas perdas pode ter um efeito mais duradouro do que simplesmente utilizar menos o aquecimento.