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Eletrodomésticos que consomem mais energia

eletrodomésticos

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Conhecer quais são os eletrodomésticos que consomem mais energia em casa passa por distinguir potência (W) de energia (kWh) e por interpretar corretamente os valores das etiquetas energéticas. Saiba, de forma prática, como estimar consumos mensais a partir de cenários de utilização típicos e como comparar equipamentos usando os indicadores normalizados da UE (kWh/ano, kWh/100 ciclos ou kWh/1000 h). Apresentamos uma tabela com intervalos de potência e consumos mensais prováveis e identificamos também os principais "pesos pesados" da fatura: aquecimento ambiente e de água, climatização, secagem de roupa e equipamentos de uso contínuo como o frigorífico. Conheça também os fatores que mais alteram o consumo real entre casas, incluindo hábitos, programas escolhidos, tecnologia (por exemplo: bomba de calor vs. resistência), dimensionamento, manutenção e consumos em standby, ajudando a transformar dados técnicos em decisões de compra e utilização mais informadas.

 

O consumo de energia dos eletrodomésticos

Quando se fala em eletrodomésticos que gastam mais, o que interessa não é só a potência (em Watt), mas sobretudo quanto tempo o aparelho funciona e como funciona. Um frigorífico pode ter uma potência "modesta", mas está ligado sem parar. Já um forno pode "puxar" muitos watts, mas durante menos tempo. É por isso que, em muitas casas, equipamentos de aquecimento (ambiente e água) e equipamentos de secagem tendem a dominar a fatura, enquanto o frigorífico se destaca por ter um "consumo constante" ao longo do ano. 

 

Em Portugal, a descodificação do consumo é apoiada por um quadro europeu de etiquetagem energética (escala A–G) e por regras de fiscalização e implementação nacionais. A DGEG enquadra a etiquetagem no Regulamento (UE) 2017/1369, e a fiscalização do mercado compete à ASAE. Além disso, desde maio de 2025, há regras europeias atualizadas para reduzir consumos "invisíveis" (desligado/standby/standby em rede) através de requisitos de ecodesign.

 

Tabela comparativa de consumo de eletrodomésticos

Os valores são intervalos porque o consumo real depende muito do perfil de uso. 

Nota: quando o equipamento tem etiqueta energética, o valor de referência costuma ser dado em kWh/ano, kWh/100 ciclos (programa "eco") ou kWh/1000 h (TV). 

 

Equipamento

Intervalo de potência 

do equipamento

Cenário de utilização

Estimativa de consumo mensal

 

Frigorífico combinado (300‑400 l)

100–176 W

ligado 24/7

9–25 kWh/mês

 

Termoacumulador elétrico (50‑150 l)

1200–2400 W

2–4 pessoas, água a 55–60 ºC, uso diário

40–210 kWh/mês

 

Ar condicionado split inverter (9000–12000 BTU/h)

500–1500 W

2–4 h/dia (verão/inverno)

30–180 kWh/mês

 

Aquecedor portátil elétrico (convetor/termoventilador)

2000 W (típico)

2–5 h/dia (inverno)

120–300 kWh/mês

 

Placa de indução (3–4 zonas)

1400–7400 W (zonas e "carga ligada")

0,5–1,5 h/dia de confeção

20–90 kWh/mês

 

Forno elétrico

até 3500 W; consumo por ciclo 0,61–1,03 kWh

8–20 utilizações/mês

5–25 kWh/mês

 

Máquina de lavar roupa

2200–2300 W ("carga ligada"); 46–69 kWh/100 ciclos (eco 40–60)

12–20 lavagens/mês

6–14 kWh/mês

 

Máquina de lavar loiça

2400 W ("carga ligada"); 54–92 kWh/100 ciclos (eco)

20–30 ciclos/mês

11–28 kWh/mês

 

Máquina de secar roupa 

(bomba de calor)

600–1100 W

8–20 ciclos/mês

6–26 kWh/mês

 

Máquina de secar roupa 

(sem bomba de calor)

2500 W

8–20 ciclos/mês

20–60 kWh/mês

 

Televisor (43–65")

kWh/1000h SDR típicos: 39–83

3–5 h/dia

3–13 kWh/mês

 

Desumidificador

200–400 W (típico)

4–8 h/dia

25–100 kWh/mês

 

Chaleira elétrica

1850–2200 W

5–15 min/dia

2–10 kWh/mês

 

Micro-ondas

900 W (potência máxima micro-ondas)

10–20 min/dia

4–10 kWh/mês

Eletrodomésticos com maior consumo de energia

Em termos práticos, os "pesos pesados" tendem a cair em três grupos: 

  1. Aquecimento (ambiente e água) 
    Um aquecedor elétrico portátil usado algumas horas por dia no inverno pode somar dezenas (ou centenas) de kWh no mês e a água quente sanitária com termoacumulador pode representar um consumo anual muito elevado, dependendo do perfil e do equipamento.
  2. Aparelhos que geram calor para um processo (secagem e cozedura) 
    Secar roupa e cozinhar em forno exige energia para aquecer e remover humidade. A diferença tecnológica conta muito: secadores com bomba de calor consomem muito menos por ciclo do que secadores elétricos ventilados ou de condensação com resistência.
  3. Consumos contínuos (frio) 
    O frigorífico é apontado frequentemente como o eletrodoméstico que mais "pesa" por estar sempre ligado. A eficiência (kWh/ano) e a utilização (aberturas de porta, temperatura, ventilação traseira) fazem diferença no consumo final.

 

Como interpretar o consumo dos eletrodomésticos em kWh 

  • kWh é energia: 1 kWh corresponde a usar 1 kW durante 1 hora.
  • Em muitos equipamentos, o consumo na etiqueta não é "por hora", mas por unidade normalizada: 
  • kWh/ano (ex.: frigoríficos)
  • kWh/100 ciclos (ex.: máquinas de lavar e lavar loiça) 
  • kWh/1000 h (ex.: televisores)

Para estimar, multiplica-se o consumo "unitário" pelo uso. Por exemplo:  

ciclos mensais ≈ ciclos semanais × 4,33

consumo mensal ≈ (kWh por ciclo) × (ciclos mensais) 

 

Fatores que influenciam o consumo energético dos aparelhos

  • Classe energética e tecnologia: bomba de calor vs. resistência no secador, compressores e isolamento no frio, inverter no ar condicionado. 
  • Programa escolhido: "eco" tende a reduzir energia (à custa de mais tempo), enquanto programas rápidos podem gastar mais por ciclo. As etiquetas para lavagens referem-se tipicamente ao programa eco.
  • Cargas parciais e hábitos: meia carga, pré-lavagem, temperaturas altas, porta do forno aberta, etc. 
  • Condições da casa: isolamento, temperatura ambiente, ventilação à volta do frigorífico/termoacumulador e dimensão do espaço climatizado.
  • Standby e "consumos fantasma": equipamentos antigos e acessórios podem continuar a somar alguns kWh ao longo do mês. 

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Perguntas frequentes sobre consumo de eletrodomésticos

Regra geral, lideram os que aquecem (ambiente e água), seguidos por secagem de roupa e, em uso intensivo, climatização. O frigorífico destaca-se por ser contínuo e, por isso, relevante mesmo quando "não se nota".

É a energia gasta numa unidade definida: por ano, por 100 ciclos, ou por 1000 horas, conforme o produto. Permite comparar modelos em condições normalizadas e fazer contas ao seu padrão de uso.

Não. A etiqueta é uma referência comparável, mas o consumo real muda com ciclos, cargas, temperatura, isolamento, hábitos e manutenção.

Porque alguns transformam eletricidade em calor (processo energeticamente exigente), outros funcionam muitas horas e a tecnologia/eficiência varia bastante entre gamas e classes.