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Baixar a potência contratada: quando, como e quanto

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Baixar a potência contratada pode ser uma forma simples de reduzir a parte fixa da fatura de eletricidade, desde que a sua casa precise raramente de tanta potência em simultâneo. A referida potência contratada (em kVA) funciona como um "teto" para os equipamentos ligados ao mesmo tempo: se esse valor for ultrapassado, o quadro/contador pode desligar por proteção. A boa prática passa por confirmar os picos de utilização (por exemplo, no Balcão Digital da E-REDES, quando existe contador inteligente com registo quarto-horário) e testar cenários com o simulador da ERSE, que ajuda a escolher o escalão adequado e a estimar o impacto na fatura. O pedido de alteração é feito junto da comercializadora. Nas instalações integradas em redes inteligentes, a mudança é normalmente realizada remotamente e com prazos curtos. A poupança depende do tarifário, mas, como regra prática e até 6,9 kVA, baixar um escalão pode representar cerca de 20 € a 30 € por ano.

 

O que é a potência contratada

A potência contratada é o escalão de potência máxima disponível na sua instalação elétrica, que limita a soma dos consumos quando vários aparelhos estão ligados ao mesmo tempo. Em contexto doméstico (baixa tensão normal), é tipicamente expressa em kVA e escolhida pelo consumidor no contrato. Na prática, funciona como um limite operacional: se o conjunto de equipamentos em simultâneo ultrapassar a potência contratada, o quadro elétrico pode "disparar" (desligar) para proteger a instalação. 
Os escalões mais comuns em casas portuguesas incluem 3,45 kVA e 6,9 kVA, embora existam vários patamares (dos mais baixos até valores superiores, consoante a instalação e o tipo de fornecimento).

 

Para que serve a potência contratada

A potência contratada tem duas funções principais. A primeira é técnica: assegura que a instalação e o fornecimento são operados com um limite compatível, evitando sobrecarga quando há muitos equipamentos ligados em simultâneo. A segunda é económica: influencia diretamente o termo fixo da eletricidade (o valor pago por dia/mês independentemente do consumo em kWh). Quanto maior for o escalão, maior tende a ser esse custo fixo. É uma componente fixa na fatura e, em regra, aumentar a potência faz subir o custo total e reduzir a potência tende a baixá-lo. Além disso, a potência contratada pode ter efeitos indiretos em aspetos como a caracterização de perfis de consumo em BTN, que pode ser reavaliada quando há alteração de potência.

 

Quando faz sentido baixar a potência contratada

Faz sentido considerar a redução quando a sua potência atual está "folgada", isto é, quando os picos de utilização ficam regularmente abaixo do escalão contratado. Para decidir com base em dados, há três abordagens úteis:

  • Consultar registos do contador inteligente: a E-REDES disponibiliza no Balcão Digital diagramas de carga com registo a cada 15 minutos para instalações integradas em rede inteligente, permitindo perceber os períodos de maior consumo.
  • Verificar a existência de registos de potência máxima no equipamento de medição: há especificações técnicas de contadores que preveem registo de potência máxima e respetiva data/hora de ocorrência, ajudando a perceber onde estão os "picos" relevantes.
  • Usar o simulador da ERSE: a ferramenta foi criada para apoiar a escolha do escalão (até 10,35 kVA em instalações monofásicas) e permite avaliar se um escalão inferior continua a acomodar as utilizações habituais.

 

Exemplos de situações em que baixar pode resultar bem: casas pequenas sem grandes consumos simultâneos, habitações onde o termoacumulador não liga quando o forno e a placa estão em uso, ou famílias que já usam temporizadores e evitam "picos" (máquinas, forno e aquecimento elétrico tudo ao mesmo tempo). 
Pelo contrário, pode não compensar (ou pode gerar muitas interrupções) se usa placa de indução com forno em simultâneo, carregamento de veículo elétrico, bomba de calor, ar condicionado potente, termoacumulador elétrico e outras cargas elevadas que coincidam com frequência.

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Como baixar a potência contratada

O processo é simples do ponto de vista do consumidor, mas envolve sempre o comercializador e o operador de rede: 

  1. Confirmar a potência atual e o objetivo. Normalmente encontra o escalão na fatura e na área de cliente do comercializador. Depois, escolha um escalão alvo com base nos seus hábitos e/ou no simulador de potência contratada da ERSE.
  2. Simular impacto e risco. O simulador referido anteriormente ajuda a escolher o escalão e a perceber o impacto esperado. Para comparar ofertas e perceber como o "termo potência" varia entre comercializadores, pode também recorrer ao simulador de preços de energia da ERSE
  3. Solicitar a alteração à comercializadora, que depois solicita a execução do serviço à E-REDES.
  4. Execução (muitas vezes remota). Quando a instalação está integrada em rede inteligente, os pedidos de alteração de potência são realizados remotamente e o serviço deve ser executado no prazo máximo de 24 horas após a solicitação da comercializadora, caso não exista data preferencial indicada pelo cliente.  

Nota: a redução do escalão raramente exige obras, porque não implica reforço de ligação; ainda assim, se houver particularidades técnicas na instalação, confirme sempre.

 

Impacto da potência contratada na fatura

A potência contratada influencia sobretudo a componente fixa: o "termo potência" (geralmente em €/dia), que depois é multiplicado pelo número de dias do período de faturação e sujeito a impostos/IVA. 
Segundo a ERSE, e para se ter uma ordem de grandeza, se tiver potência inferior ou igual a 6,9 kVA, pode poupar cerca de 20 € a 30 € por ano por cada escalão que consiga baixar, embora o valor exato dependa do contrato e de fatores como taxas de IVA e região.

 

Limitações e cuidados ao reduzir a potência

O principal risco é operacional, pois, se a potência contratada ficar abaixo do que necessita para o seu dia a dia, terá mais desligamentos por ultrapassar o limite quando utilizar vários equipamentos ao mesmo tempo. 
Para minimizar incómodos, vale a pena ajustar hábitos: evitar coincidir máquinas de lavar/secar com forno e placa, programar carregamentos de veículos elétricos (se existirem), adiar o termoacumulador para horários de menor utilização, ou ativar modos "eco" quando possível. 
Outro cuidado é não confundir "potência contratada" com potência dos aparelhos: reduzir o escalão não altera a potência nominal de cada equipamento, apenas o teto de funcionamentos em simultâneo. Tenha em conta, também, que o simulador de potência contratada da ERSE é direcionado para instalações monofásicas até 10,35 kVA; em situações fora deste âmbito (por exemplo, trifásico ou potências superiores), a análise pode exigir outro tipo de verificação técnica.

 

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Perguntas frequentes sobre baixar a potência contratada

Se ligar equipamentos em simultâneo e ultrapassar a potência contratada, o quadro elétrico pode desligar (desarmar) para proteger a instalação. Numa casa típica em baixa tensão normal (BTN), isto traduz-se em interrupções pontuais até reduzir a carga e rearmar.

Pode solicitar a alteração à comercializadora. Em redes inteligentes, a execução é remota e tem prazos definidos (tipicamente 24 horas se não indicar uma data preferida). Se estiver num contrato com fidelização, confirme se a alteração implica mexer noutros aspetos do contrato. Se o aumento pretendido ultrapassar a potência máxima admissível da instalação, pode ser necessário tratar do processo com a E-REDES e assegurar a certificação/inspeção por entidades reconhecidas pela DGEG.

Não altera o "desempenho" de cada aparelho, mas reduz o limite total disponível em simultâneo. Ou seja, os equipamentos continuam a consumir o que precisam, contudo, terá de gerir melhor o que liga ao mesmo tempo, para evitar que o quadro desligue.

Não. A potência contratada (kVA) é um conceito do fornecimento elétrico em BTN. No gás natural, a fatura organiza-se por escalões/termos fixos e variáveis associados ao consumo, não por "potência contratada" como na eletricidade.