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Consumo de gás natural: médias em Portugal e como poupar em 2026

família gás natural

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Perceber como se consume o de gás natural continua a ser a forma mais direta de reduzir a fatura: primeiro porque a faturação depende do que efetivamente consome e depois porque pode comparar ofertas e mudar de comercializador sem custos. Segundo a ERSE, todos os consumidores em Portugal continental podem escolher livremente o fornecedor e a mudança é gratuita, não exige alterações na instalação (salvo se houver um pedido do cliente), tem um prazo máximo de 3 semanas e não há limite ao número de mudanças. Além disso, a tarifa social é aplicada por todos os comercializadores.

O contexto do mercado também ajuda a perceber porque vale a pena comparar: o mercado livre representa mais de 70% dos clientes e 95% do consumo total em Portugal continental. No segmento residencial, cerca de 73% dos clientes já eram fornecidos no mercado livre. 

 

Como é medido o consumo de gás (m³ e kWh)?

O contador mede o volume (m³), mas a energia é faturada em quilowatt-hora (kWh). Na prática, isto significa que a sua leitura "em m³" é convertida para "kWh" para calcular a parcela de energia na fatura. De forma simples: o consumo é registado em m³, mas o custo é calculado em kWh. 

Leitura real vs estimada: porque faz diferença

Quando há leitura real, paga exatamente o que consumiu; quando não há leitura disponível, pode haver faturação estimada com base no histórico, e depois um acerto quando existir leitura real (descontando ou cobrando a diferença).  Para reduzir "surpresas" nos acertos, é importante comunicar as leituras do contador de gás. Para clientes domésticos (consumo anual até 10 000 m³), o intervalo entre leituras não deve ultrapassar os 64 dias.

Conversão de m³ para kWh: o que está por trás do fator

A conversão segue esta lógica:  

consumo (kWh) = consumo (m³) × fator de conversão.

 
E esse fator resulta, em termos técnicos, do PCS (Poder Calorífico Superior do gás natural) e de fatores de correção associados a temperatura (FcT) e pressão (Fcp):

fator de conversão = PCS × FcT × Fcp 
 

Isto explica porque duas casas com o mesmo consumo de "m³" podem, em teoria, ter pequenas diferenças na energia faturada em kWh, dependendo dos parâmetros de rede aplicáveis.

família gás

Qual o consumo médio de gás de uma família portuguesa?

Não existe uma única "média" que sirva todos os lares, porque o gás pode ser usado apenas para cozinhar, para aquecimento de águas, para aquecimento ambiente, ou para combinações destes usos. Por isso, uma forma prática (e verificável) de falar em referências de consumo é usar os casos tipo assumidos pela ERSE no seu simulador, que servem para comparar ofertas e estimar faturas anuais.

A ERSE define, para gás natural, três referências:

  • Consumidor tipo 1: 1610 kWh/ano e 138 m³/ano
  • Consumidor tipo 2: 3407 kWh/ano e 292 m³/ano
  • Consumidor tipo 3: 7467 kWh/ano e 640 m³/ano

Estas referências são especialmente úteis porque o simulador compara ofertas com base no seu consumo anual e apresenta resultados ordenados pelo valor anual da fatura.

Consumo por tipologia de habitação (T1, T2, T3)

A tipologia de habitação (T1/T2/T3) não determina automaticamente o consumo, mas costuma estar relacionada com a dimensão do agregado e com o número de banhos/uso de aquecimento. Uma aproximação razoável (para efeitos de orientação) é a seguinte:

  • T1 (uso mais contido): semelhante ao consumidor tipo 1 (cerca de 1 610 kWh/ano; 138 m³/ano), dando 134 kWh/mês e 11,5 m³/mês.
  • T2 (uso intermédio): semelhante ao consumidor tipo 2 (aproximadamente 3 407 kWh/ano; 292 m³/ano), ou seja, 284 kWh/mês e 24,3 m³/mês.
  • T3 (uso mais elevado, muitas vezes com mais águas quentes e/ou aquecimento): semelhante ao consumidor tipo 3 (em torno de 7 467 kWh/ano; 640 m³/ano), equivalente a 622 kWh/mês e 53,3 m³/mês.

Outra pista útil é o seu escalão de consumo, que é definido por intervalos em m³/ano: 0–220; 221–500; 501–1000; 1001–10 000.

Fatores que influenciam o seu consumo (equipamentos, isolamento)

  1. Água quente e regulação do equipamento 
    Se tem caldeira ou esquentador a gás, os pequenos ajustes podem ter algum impacto. Ajuste a temperatura da caldeira, no máximo, para 45 °C (como referência prática para o dia a dia).
  2. Temperatura ambiente e controlo 
    Use termóstatos e defina temperaturas por estação, ajudando a evitar consumos desnecessários. Como referência, 19–21 °C no inverno e 22–24 °C no verão; uma variação de 1 °C já se pode notar no consumo.
  3. Manutenção e eficiência 
    Faça revisões à caldeira e radiadores para o funcionamento correto e evitar perdas por mau desempenho.
  4. Isolamento e "perdas" do edifício 
    Um isolamento melhor reduz a necessidade de aquecimento e ajuda a manter a temperatura. Através de ações simples, como fechar portas e janelas enquanto aquece a casa, pode fazer uma diferença assinalável.
  5. Hábitos que ativam o esquentador sem necessidade 
    Um exemplo muito concreto: deixar torneiras viradas para "quente" pode acionar o equipamento mesmo por poucos segundos, aumentando o gasto. Deixe as torneiras viradas para a água fria para evitar esse desperdício.

Perguntas frequentes sobre o consumo de gás das famílias

O escalão é uma tabela nacional por consumo anual (em m³) e, na prática, costuma vir identificado na fatura/contrato. Os quatro patamares domésticos, em m³/ano, são: 0–220; 221–500; 501–1000; 1001–10 000. 
Se quiser confirmar, some os seus consumos (em m³) ao longo de 12 meses e analise em que intervalo se encontra. Para comparar ofertas, pode também usar o simulador da ERSE, que trabalha com escalões domésticos e com o seu consumo anual.

Depende do seu perfil. Uma regra prática: se faz banhos frequentes com água quente a gás, o aquecimento de águas tende a dominar porque aquecer dezenas de litros por dia exige muito mais energia do que cozinhar algumas refeições. Se, pelo contrário, só usa gás para o fogão/forno, então a cozinha é a principal utilização. A forma mais fiável de tirar a dúvida é olhar para meses sem aquecimento (e com hábitos semelhantes) e comparar: se a fatura quase não muda, a cozinha pesa mais; se baixa bastante quando reduz banhos/água quente, então as águas quentes são o fundamental do consumo.

Sim, porque o escalão depende do consumo anual sendo revisto pelo operador de rede.  A tarifa associada ao escalão não pode ser alterada durante 12 meses e, após esse período, pode-se solicitar a alteração ao comercializador.

Há duas coisas que têm de ser separadas. Primeira, as tarifas de acesso às redes (reguladas) e, segunda, o preço da energia/comercialização (definido pelo seu comercializador, no mercado livre, conforme contrato). As tarifas de acesso às redes do gás natural são atualizadas anualmente a 1 de outubro e essa atualização é refletida nos contratos. No mercado regulado, a ERSE publicou a fixação de tarifas e preços para o ano gás 2025–2026 e comunicou, por exemplo, um aumento médio de 1,5% a partir de 1 de outubro de 2025 (com impactos diferentes por perfil de consumo). O mais prudente é confirmar se o seu contrato é de preço fixo ou indexado, ler as comunicações do comercializador e, periodicamente, simular alternativas para confirmar se compensa mudar.