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Lisboa, abril 28, 2022

Repsol fecha primeiro trimestre com resultado líquido de 1.392 milhões de euros

  • O modelo integrado de negócio da Repsol e a gestão orientada pelo seu Plano Estratégico permitiram tirar partido da melhoria do contexto económico verificada durante o primeiro trimestre de 2021, ainda influenciado pela pandemia, e obter um resultado líquido de 1.392 milhões de euros.
  • O resultado líquido ajustado, que mede o desempenho dos negócios, foi de 1.056 milhões de euros, 69% dos quais provenientes da área de Exploração e Produção, que desenvolve toda a sua atividade fora da Península Ibérica.
  • A invasão da Ucrânia, que tem condicionado o contexto internacional em 2022, provocou um aumento significativo dos preços das matérias-primas. Perante esta situação, que é decisiva no aumento dos preços dos combustíveis, a Repsol quis contribuir para aliviar o esforço financeiro dos seus clientes, oferecendo descontos relevantes no preço de todos os seus combustíveis nas estações de serviço em Espanha.
  • A área de Exploração e Produção fez progressos na sua concentração em projetos de elevada rentabilidade e, impulsionada pela sua flexibilidade e eficiência, apoiou-se no aumento dos preços do crude e do gás para obter um resultado de 731 milhões de euros.
  • O resultado da área Industrial situou-se nos 236 milhões de euros, uma melhoria significativa em relação aos primeiros três meses de 2021. A maior contribuição dos negócios de Trading e Refinação, que em 2021 ultrapassaram as dificuldades impostas pela crise sanitária, foi fundamental para esta melhoria.
  • A área Comercial e Renováveis, com um resultado de 117 milhões de euros, melhorou ligeiramente o seu desempenho em comparação com o mesmo período do ano anterior, marcado pelas restrições de mobilidade resultantes da pandemia e pelos efeitos da tempestade Filomena.
  • Josu Jon Imaz, Presidente-executivo da Repsol: “Estes resultados demonstram a força do nosso modelo integrado de negócio e o rumo de sucesso definido no nosso Plano Estratégico. Em 2022, continuaremos a progredir na nossa transformação, e nos nossos objetivos de descarbonização, entregando valor aos nossos acionistas e demonstrando responsabilidade no fornecimento de energia aos clientes”. 

A Repsol obteve um resultado líquido de 1.392 milhões de euros no primeiro trimestre de 2022, que compara com os 648 milhões de euros registados no mesmo período do exercício anterior. O modelo de negócio integrado e a gestão da empresa, seguindo as diretrizes estabelecidas pelo Plano Estratégico 2021-2025, foram fundamentais para tirar partido de um contexto económico internacional de recuperação, por contraponto aos primeiros meses de 2021, impactados pela pandemia global.

Os primeiros três meses de 2022 foram marcados pela invasão da Ucrânia, que levou a uma subida acentuada dos preços dos hidrocarbonetos. O Brent atingiu uma média de 102.2 dólares por barril, em comparação com 61 dólares no mesmo período de 2021. O Henry Hub teve uma cota média de 5 dólares por MBtu, quase o dobro do de 2021, que foi de 2.7 dólares.

Neste contexto de aumento dos preços das matérias-primas, que provocou a subida do preço dos combustíveis, a Repsol procurou aliviar a carga financeira dos seus clientes, oferecendo descontos significativos nas suas estações de serviço. Além disso, em linha com o seu compromisso de descarbonização, a empresa fez progressos no seu processo de transformação e deu passos significativos em projetos de vanguarda, tendo, por exemplo, iniciado a construção da primeira fábrica de biocombustíveis avançados da Península Ibérica; criado o maior consórcio do país para promover o hidrogénio renovável; e estabelecidos acordos para alcançar uma mobilidade mais sustentável.

O aumento dos preços do petróleo e gás, que atingiram máximos que não se verificavam desde 2008, teve impacto nos resultados da empresa. O resultado líquido ajustado, que mede o desempenho dos negócios, atingiu 1.056 milhões de euros, comparando com os 471 milhões de euros registados no período homólogo. A área de Exploração e Produção, que desenvolve toda a sua atividade fora da Península Ibérica, foi responsável por 69% deste valor. As estações de serviço da empresa em Espanha representaram cerca de 5% do resultado líquido total ajustado.

O fluxo de caixa operacional foi de 1.091 milhões de euros, também acima do valor registado no primeiro trimestre de 2021. Excluindo o capital de exploração, este valor sobe para 3.064 milhões de euros, um aumento notável (+1.437 milhões) em comparação com o valor comparável para o mesmo período do ano anterior.

A dívida líquida situou-se nos 5.900 milhões de euros, ligeiramente superior à do final de dezembro em 5.762 milhões de euros. Isto deveu-se sobretudo ao aumento do capital de exploração resultante da subida acentuada dos preços das matérias-primas. A liquidez situou-se nos 9.823 milhões de euros, o suficiente para cobrir 3,5 vezes o vencimento da dívida de curto prazo, face à capacidade de 2,95 vezes registada no final de dezembro.

A relevante faturação tem-se refletido, desde o ano passado, numa melhoria da remuneração acionista, que a 11 de janeiro recebeu um dividendo bruto de 0,30 euros por ação. Adicionalmente, o Conselho de Administração proporá à Assembleia Geral Ordinária de Acionistas, a realizar a 6 de maio, um aumento do dividendo em dinheiro de 5%, para 0,63 euros por ação, juntamente com uma redução do capital social através do resgate de 75 milhões de ações próprias, representando aproximadamente 4,91% do capital social da Repsol. Neste contexto, e em conformidade com as disposições do Plano Estratégico para contribuir com valor para os acionistas, a empresa levou a cabo um programa de recompra de ações envolvendo a aquisição de 11,6 milhões de ações.

Sólido compromisso com os clientes e com a descarbonização

No primeiro trimestre do ano, a Repsol continuou a desenvolver as linhas principais do seu Plano Estratégico para 2021-2025, visando alcançar o objetivo de ser uma empresa com zero emissões líquidas até 2050. As áreas de negócio da Repsol realizaram uma gestão eficiente e flexível, com foco no cliente e no desenvolvimento de soluções para reduzir a pegada de carbono da empresa.

A área de Exploração e Produção obteve lucros de 731 milhões de euros nos primeiros três meses de 2022, o que compara com os 327 milhões de euros registados no período equivalente do ano anterior. As medidas de eficiência implementadas e a priorização do valor sobre o volume, combinadas com preços mais elevados, levaram ao fortalecimento do desempenho do negócio. A empresa maximizou este aumento e o seu crude e gás obtiveram um melhor comportamento do que preços de referência internacionais. Assim, em comparação com o mesmo trimestre de 2021, a Repsol conseguiu um aumento de 69,2% no preço do crude (em comparação com 67,3% do Brent) e de 120,6% no do gás (em comparação com um aumento de 85,2% do Henry Hub).

A produção média no primeiro trimestre foi de 558.500 barris equivalentes de petróleo, inferior à do mesmo período de 2021, na sequência da venda de ativos na Malásia, Rússia, Equador, Vietname, Noruega e Argélia, e do fim da produção em Espanha. Este decréscimo foi parcialmente compensado pela aquisição de ativos nos Estados Unidos. Como estabelecido no Plano Estratégico, a área está a fazer progressos na otimização da sua carteira de ativos para alcançar uma maior concentração geográfica, que lhe permitirá focar-se em projetos de maior valor em áreas com vantagens competitivas mais significativas. Em 2022, esta área avançou com o desenvolvimento de projetos-chave nos Estados Unidos, Colômbia e Noruega.

A área de Exploração e Produção vem igualmente contribuindo para o processo de descarbonização e transformação da Repsol, com um foco multienergético. Neste sentido, a empresa obteve uma licença para avaliar o potencial geotérmico da ilha Grã-Canária. A geotermia produz energia renovável de forma contínua e estável, sem emissões de CO2, e pode proporcionar ao arquipélago uma maior independência energética.

A área Industrial alcançou, entre janeiro e março, um resultado de 236 milhões de euros, que compara com os 73 milhões de euros registados no mesmo período de 2021. O negócio da Refinação foi fundamental para alcançar este aumento, impulsionado por volumes mais elevados do que no período homólogo, que foi impactado pela pandemia. O negócio de Trading também contribuiu significativamente para estes resultados, pese embora o impacto negativo do contexto internacional do negócio dos Químicos.

Durante os primeiros meses de 2022, a Repsol lançou projetos essenciais para o processo de transformação industrial que está a levar a cabo, com investimentos significativos que impulsionam novos modelos de negócio baseados na digitalização e na tecnologia, e que garantem o futuro, a rentabilidade e a atividade económica dos polos industriais da empresa.

O principal marco nesta área foi o começo, no início de março, das obras na primeira fábrica de biocombustíveis avançados em Espanha, que a empresa está a construir no seu complexo em Cartagena. Esta unidade, na qual a Repsol investirá 200 milhões de euros, permitirá produzir 250.000 toneladas de biocombustíveis avançados por ano, que podem ser utilizados em aviões, navios, camiões e carros sem necessidade de modificações nos motores. Estes biocombustíveis são produzidos a partir de resíduos, e a sua utilização permitirá uma redução de emissão de 900.000 toneladas de CO2 por ano.

Em linha com a aposta em projetos que perspetivam a descarbonização numa lógica de economia circular e tecnologicamente neutra, no final do trimestre a Repsol adquiriu uma participação na empresa canadiana Enerkem, líder mundial na produção de combustíveis renováveis e produtos químicos através da gaseificação de resíduos não recicláveis. Este investimento permitirá à Repsol acelerar o desenvolvimento dos seus projetos de descarbonização, graças à integração da tecnologia da Enerkem nas suas instalações industriais atuais e futuras.

Outro dos pilares identificados pela empresa para alcançar uma indústria mais sustentável é o hidrogénio renovável, que teve o seu marco no primeiro trimestre, com a criação do Shyne. Este é o maior consórcio de hidrogénio renovável em Espanha: é composto por 33 entidades de diferentes setores, que irão implementar projetos que se espera que gerem mais de 13.000 empregos. A Repsol lidera esta iniciativa de acordo com a sua estratégia de hidrogénio renovável, apresentada em outubro de 2021. A empresa planeia investir 2.549 milhões de euros até 2030 nesta área, o que é bastante relevante para o modelo energético do futuro.

A área Comercial e Renováveis apresentou um resultado de 117 milhões de euros, ligeiramente acima dos 101 milhões de euros registados no mesmo período em 2021, ano em que as restrições de mobilidade resultantes da crise sanitária e os efeitos da tempestade Filomena foram impactantes. Os negócios da área de Renováveis e de Geração Baixa em Carbono apresentaram resultados positivos e aumentaram a sua produção, beneficiando de uma maior capacidade de geração. A Mobilidade beneficiou deste contexto, embora tenha enfrentado custos mais elevados, enquanto o GPL aumentou as suas vendas. Por outro lado, os preços mais elevados da eletricidade e do gás levaram a uma redução dos resultados do negócio de comercialização a retalho destas energias.

No âmbito da mobilidade, a Repsol reforçou o seu compromisso histórico com os clientes nos primeiros meses de 2022 e foi o primeiro operador em Espanha a estabelecer descontos voluntários nas suas estações de serviço, face à subida de preços dos combustíveis provocada pela invasão da Ucrânia. Os descontos oferecidos pela empresa, que entraram em vigor a 16 de março, vão além dos apoios concedidos pelo Estado, com uma redução total que alcança um mínimo de 30 cêntimos por litro de combustível para os utilizadores da aplicação Waylet e clientes profissionais da Solred.

A Waylet é um ativo-chave para o objetivo estratégico da Repsol de chegar aos 8 milhões de clientes digitais até 2025. No primeiro trimestre de 2022, alcançou o marco dos 4 milhões. Para além de oferecer aos clientes ferramentas digitais de ponta, a empresa continuou a trabalhar para desenvolver novas soluções para os clientes, com o objetivo de melhorar a sustentabilidade nas suas casas e a sua mobilidade, numa perspetiva multienergética. Nesse sentido, a Repsol chegou a acordo com alguns parceiros prestigiados, como a Navantia, com quem estabeleceu em março uma parceria para o desenvolvimento conjunto de soluções inovadoras para descarbonizar o transporte marítimo.

Na área de Renováveis e de Geração Baixa em Carbono, o modelo de negócio da Repsol foi reforçado no final de março com o acordo assinado com a empresa de investimento TRIG para a venda de uma participação de 49% no projeto fotovoltaico Valdesolar (Badajoz). A operação, que implica uma avaliação de 100% deste ativo em 239 milhões de euros, vem juntar-se à transação realizada em Novembro de 2021 para que o Grupo Pontegadea adquira 49% do parque eólico Delta. Ambos os acordos contribuem para o objetivo de obter rendimentos de dois dígitos sobre os investimentos da Repsol neste sector.

A empresa tem atualmente mais de 3.800 MW de capacidade total instalada no que toca à produção de baixas emissões. Nos últimos dias, a Repsol começou a produzir eletricidade no parque solar fotovoltaico Jicarilla 2, de 62,5 MW, o seu primeiro projeto renovável nos Estados Unidos. No mesmo local, a empresa está também a desenvolver outro projeto fotovoltaico, o Jicarilla 1, com uma capacidade instalada de 62,5 MW e 20 MW de armazenamento através de baterias. A isto acresce o anunciou recente da intenção de investir num projeto de 600 MW no estado do Texas, que se tornará a maior central solar do grupo até à data e que deverá estar operacional no final de 2023.

Ainda no âmbito da produção renovável, no início de abril a empresa assinou um acordo com a Ørsted para identificar e, quando oportuno, desenvolver em conjunto projetos eólicos offshore flutuantes em Espanha. Esta parceria irá combinar a experiência da Repsol como fornecedor global de multienergia e a experiência da Ørsted como líder mundial em eólicas offshore.

Para continuar a evoluir enquanto player relevante no mercado de eletricidade e gás em Espanha, no início de fevereiro a Repsol adquiriu a carteira de 25.000 clientes de eletricidade residenciais e PME da Capital Energy. Esta aquisição reforçou o crescimento da Repsol e resultou num total de 1,43 milhões de clientes de eletricidade e gás.

A empresa continuou também a trabalhar durante o trimestre para oferecer aos consumidores soluções de vanguarda que contribuam para a transição energética. Assim, no início de março, criou com a Telefónica uma joint venture que irá oferecer aos seus clientes uma solução integrada de autoconsumo. A oferta será personalizada para cada tipo de cliente, de acordo com o seu nível e hábitos de consumo, procurando maximizar a sua poupança na fatura da eletricidade.

Adicionalmente, a 3 de fevereiro a Repsol assinou com os Laboratórios Charles River um contrato de compra e venda de energia (VPPA, na sigla em inglês) de 30,5 MW.

Para mais informações:

REPSOL | 21 311 9000

António Martins Victor | amvictor@repsol.com