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Como escolher tarifas de eletricidade

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Escolher uma tarifa de eletricidade em Portugal não é apenas procurar "o preço mais baixo por kWh". A fatura combina várias parcelas, incluindo a energia (relativo ao que consome), a potência contratada (relativo ao que pode usar em simultâneo) e tarifas reguladas de acesso às redes, comuns a todos os comercializadores. Além disso, o seu padrão de utilização pode tornar uma opção simples mais vantajosa do que uma bi-horária, ou justificar uma tarifa indexada em vez de uma fixa, dependendo da tolerância a variações mensais. Há também regras fiscais que influenciam o valor final, como a aplicação de IVA reduzido a parte do consumo para potências até 6,9 kVA e limites mensais de kWh, bem como taxas como a Contribuição para o Audiovisual. Para decidir com base em dados concretos, vale a pena olhar para consumos reais, horários, potência necessária e condições contratuais, usando ferramentas independentes como o simulador da ERSE.

 

A escolha da tarifa de eletricidade é importante

A diferença entre duas ofertas pode estar em mais do que a energia propriamente dita. Na fatura, há componentes reguladas (como as tarifas de acesso às redes) definidas pela ERSE e pagas por todos os clientes, esteja no mercado regulado ou no liberalizado. O que muda é sobretudo a componente comercial (margem e preço de energia) e o modo como cada oferta está desenhada. 
Além disso, a potência contratada pesa no custo fixo diário e pode ser uma fonte frequente de desperdício: se conseguir descer um escalão sem disparar o quadro, a ERSE indica uma poupança típica na ordem dos 20 a 30 euros por ano por escalão (para potências até 6,9 kVA), embora o valor exato dependa do contrato e dos impostos aplicáveis. 
Mudar de comercializadora é um direito do consumidor, não tem encargos e não há limite máximo de mudanças, reduzindo o risco de "ficar preso" a uma escolha que deixou de fazer sentido.

 

Que informação deve analisar antes de escolher uma tarifa

Comece por reunir dados objetivos, se possível, abrangendo 12 meses, para não decidir apenas com base num mês que poderá ser atípico. O essencial é: consumo total (kWh), opção horária atual (simples, bi-horária ou tri-horária), potência contratada e preço pago (termo fixo de potência e termo variável de energia). A fatura deve discriminar consumos reais/estimados, preços unitários, tarifas e impostos, pelo que vale a pena confirmar se compara "igual com igual". 
Se tiver contador inteligente, pode ir mais longe: as redes inteligentes permitem recolha remota e disponibilização de dados com detalhe de 15 minutos, e a E-REDES disponibiliza diagramas de cargas que ajudam a perceber picos e horários dominantes. Isto é especialmente útil para avaliar se compensa uma tarifa com períodos horários.  
Por fim, confirme como o IVA entra na conta: desde 1 de janeiro de 2025, a taxa reduzida aplica-se até 200 kWh por 30 dias (300 kWh em famílias numerosas), desde que a potência contratada seja até 6,9 kVA, com regras específicas para a componente fixa e para a Contribuição para o Audiovisual.

 

Como o perfil de consumo influencia a escolha da tarifa

O "melhor tarifário" varia muito com o estilo de vida do agregado familiar. Quem consome pouco e de forma dispersa ao longo do dia tende a valorizar simplicidade e previsibilidade. Já as casas com cargas de consumo concentradas (máquinas, termoacumulador, bomba de calor, carregamento de veículo elétrico) podem beneficiar mais de uma opção bi-horária ou tri-horária, caso desloquem o consumo para as horas mais baratas. Os dados quarto-horários do diagrama de cargas permitem analisar este potencial com base em evidência e não em suposições. 
Também importa distinguir tarifas fixas de indexadas. Numa tarifa fixa, o preço por kWh é acordado por um período (muitas vezes com revisões definidas de antemão). Numa tarifa indexada, o valor acompanha o mercado grossista e pode oscilar significativamente, o que tanto pode baixar a fatura em certos contextos como aumentar o risco em períodos de preços altos. 
Por tudo isto, além do preço "médio", pondere se prefere a estabilidade (tarifa fixa) ou se aceita a variação mensal em troca de uma poupança potencial (tarifa indexada).

O papel dos horários de consumo na decisão

Em Baixa Tensão Normal (BTN), pode escolher ciclos com um, dois ou três períodos horários: simples (um período), bi-horário (vazio e fora de vazio) e tri-horário (ponta, cheias e vazio). Os períodos podem variar consoante ciclo diário ou semanal e, em algumas opções, também por estação.  
Na prática, o ganho de uma tarifa com horários depende de conseguir deslocar uma parte relevante do consumo para o período de vazio. Se o consumo principal ocorrer ao final do dia e início da noite, uma bi-horária pode não ajudar tanto quanto parece; se conseguir programar equipamentos (por exemplo, máquinas ou carregamento) para horas de vazio, o cenário muda. Para evitar erros, consulte a definição oficial dos períodos horários e, se possível, cruze com o seu diagrama de cargas.

Nota: quando a instalação está integrada em redes inteligentes, a alteração de ciclos/parâmetros tarifários pode ser realizada remotamente, em regra num prazo curto após o pedido do comercializador, o que facilita testar uma opção e ajustar caso não funcione.

 

O que comparar entre diferentes tarifas de eletricidade

Compare sempre o custo total estimado, não apenas um preço isolado. Pelo menos, verifique:

  • Preço de energia (€/kWh), e se é fixo, variável ou indexado, incluindo a fórmula de indexação quando existir.
  • Preço da potência (€/dia) no seu escalão e o impacto de subir ou descer, lembrando que em BTN existem escalões normalizados e que o quadro desarma quando a soma de potências em simultâneo ultrapassa a potência contratada.
  • Condições contratuais: duração, fidelização (se existir), serviços adicionais obrigatórios, métodos de pagamento e regras de atualização de preços.
  • Fiscalidade e taxas: aplicação de IVA reduzido (quando aplicável) e encargos como a Contribuição para o Audiovisual, cobrada via fatura e com um valor mensal fixo acrescido de IVA.

Para comparar com neutralidade, use o simulador de preços de energia da ERSE, que agrega ofertas e permite testar diferentes potências e opções horárias.

 

Erros comuns ao escolher uma tarifa de eletricidade

Um erro recorrente é decidir-se com base numa percentagem de "desconto" sem verificar sobre que parcela incide e qual é o custo final anual. Outro erro, é ignorar-se o termo fixo: uma potência acima do necessário aumenta a fatura mesmo que o consumo (kWh) seja baixo. A ERSE lembra que a potência contratada é um valor fixo associado ao contrato e que subir escalões tende a aumentar o custo.

Também é frequente escolher bi-horária sem ter hábitos compatíveis, ou aderir a tarifas indexadas sem aceitar a volatilidade. Por fim, muitas pessoas não aproveitam a flexibilidade do mercado: pode mudar de comercializador sem custos e a mudança deve ocorrer num prazo máximo de 3 semanas (muitas vezes em menos), pelo que faz sentido rever a escolha quando o padrão de consumo muda.

Se quiser transformar a sua análise numa escolha concreta, vale a pena explorar os tarifários de eletricidade e gás da Repsol, como a Tarifa Viva e a Tarifa Leve, com benefícios associados como descontos em combustível e saldo My Repsol.

Perguntas frequentes na escolha das tarifas de eletricidade

A forma mais fiável é partir de dados reais: use as suas faturas (idealmente 12 meses) para identificar consumo (kWh), potência contratada e opção horária atual. Depois, simule com um comparador independente: o simulador de preços de energia da ERSE permite comparar ofertas do mercado liberalizado com base nas suas características (potência e perfil), evitando decisões baseadas apenas em "descontos" publicitados.

Sim. Se consegue deslocar consumos para horas mais baratas, uma tarifa bi-horária ou tri-horária pode compensar. Se o consumo está espalhado pelo dia ou concentrado em horas de fora de vazio, uma tarifa simples pode sair melhor. Para decidir, compare os períodos horários aplicáveis (vazio, fora de vazio, ponta e cheias) com os seus horários típicos.

É, e acontece sobretudo em dois cenários: escolher uma tarifa com períodos horários sem ter margem para mudar rotinas (acabando por pagar mais nas horas caras) ou aderir a uma tarifa indexada sem estar confortável com oscilações mensais do preço. Se prefere previsibilidade, uma tarifa de preço fixo tende a ser mais alinhada; se aceita a variação, a indexação pode ser interessante, se compreender a lógica e o risco.

Compare o custo total estimado, não apenas o preço por kWh. Na fatura, confirme: termo de energia, termo de potência (custo fixo associado à potência contratada), tarifas de acesso às redes e impostos/taxas discriminados. Depois, ao comparar ofertas, valide também condições contratuais (duração, regras de atualização de preço e eventuais serviços associados).