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Plano Estratégico 2021-2025

Repsol acelera na transição energética com novo Plano Estratégico

  • A Repsol apresentou hoje o seu Plano Estratégico para o período 2021-2025, que marcará a transformação da empresa nos próximos anos e representará um acelerar na transição energética, assegurando rentabilidade e valor para os acionistas.
  • A nova estratégia estabelece um plano exigente, com metas intermédias de redução de emissões mais ambiciosas, para continuar a avançar com sucesso no objetivo de ser zero emissões líquidas em 2050. Objetivo para o qual a Repsol apostará em descarbonizar a sua carteira de ativos e num novo modelo operacional. 
  • O novo Plano Estratégico contempla investimentos de 18.300 milhões de euros. Os investimentos destinados a iniciativas baixas em carbono ascenderão a 5.500 milhões de euros, no período entre 2021 e 2025, o que representa 30% do total.
  • Esta estratégia renovada será auto-financiada num cenário de 50 dólares/barril de Brent e 2,5 dólares/Mbtu do gás Henry Hub, preços a partir dos quais a empresa vai gerar caixa para cobrir os investimentos, remunerar os acionistas e finalizar o Plano com um nível de endividamento próximo ao do exercício de 2020.
  • A Repsol ficará organizada em quatro áreas de negócio: Upstream, Industrial, Cliente e Baixa Geração de Emissões. Serão apoiadas por áreas corporativas e de serviço mais eficientes, o que vai favorecer a obtenção de resultados diferenciados e o incremento de valor.
  • A empresa vai manter a remuneração acionista entre as melhores do setor e do Ibex-35, combinando o pagamento em “cash” com a recompra de ações. O dividendo passará a ser de 0,60 euros por ação, aumentando até 0,75 euros por ação, durante o período do Plano. Incluindo recompras de ações, poderá superar o valor de 1 euro por ação em 2025.

Josu Jon Imaz, presidente-executivo da Repsol 

  • “Com este novo Plano Estratégico, baseado nos nossos pontos forte, damos um passo significativo rumo ao objetivo de ser uma empresa zero emissões líquidas, seguindo uma rota rentável e realista, com a qual poderemos crescer, maximizando o valor para os nossos acionistas e assegurando o futuro”. 
  • “A nossa estratégia baseia-se numa aposta multienergia que combina todas as tecnologias para a descarbonização. Seremos mais eficientes, aumentaremos os nossos objetivos de geração renovável, aumentaremos a nossa produção de produtos baixa, nula ou mesmo pegada de carbono negativa, impulsionaremos a economia circular, desenvolveremos novas soluções energéticas para os clientes e impulsionaremos projetos de ponta que reduzam a pegada de carbono da indústria”.
Comunicado de Imprensa
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A Repsol apresentou hoje o seu Plano Estratégico para 2021-2025, período durante o qual avançará no seu objetivo de ser uma empresa zero emissões em 2050, com um projeto que vai aprofundar a transformação, uma geração de caixa que vai permitir financiar um crescimento ambicioso e uma remuneração atrativa para os acionistas. 

A empresa vai apostar na descarbonização da sua carteira de ativos e no desenvolvimento de um novo modelo operacional que vai extrair valor dos seus atuais pontos fortes, bem como juntar novos pilares nos quais a empresa se vai apoiar no futuro, como são o negócio Cliente e a Baixa Geração de Carbono. Até 2030, a Repsol será uma empresa renovada, mais sustentável e com maior foco. 

A nova estratégia da Repsol terá um elevado grau de flexibilidade em função do cenário macroeconómico. É colocada em marcha num contexto de dificuldade histórica, perante o qual a Repsol respondeu com um Plano de Resiliência 2020 que permitiu obter um fluxo de caixa operacional positivo em todos os negócios nos primeiros nove meses do ano e poupanças estimadas, no fecho do exercício, de 2.400 milhões de euros.

Neste contexto complicado, de elevada incerteza, a empresa estabeleceu dois períodos no seu Plano Estratégico. Nos dois primeiros anos, estará focada em assegurar a força financeira, alargando os programas de eficiência e competitividade que colocou em marcha no passado mês de março. 

O Plano Estratégico será financiado num cenário de 50 dólares/barril de Brent e 2,5 dólares/Mbtu de gás Henry Hub, preços a partir dos quais a empresa garante a manutenção de uma elevada flexibilidade financeira e de um nível de dívida em 2025 próximo ao de 2020. 

Durante a primeira parte, o Plano dará prioridade a medidas de eficiência, redução de investimentos e otimização do capital, ao mesmo tempo que se desenvolvem projetos para liderar a transição energética, como os anunciados para as refinarias de Bilbao e Cartagena ou os diferentes ativos renováveis que a Repsol está a desenvolver. A partir do ano de 2022, uma vez recuperado o impacto da crise da covid-19, o Plano estará focado em acelerar o crescimento.

A nova estratégia a cinco anos contempla investimentos no valor de 18.300 milhões de euros. Os investimentos em iniciativas baixas em carbono vão ascender a 5.500 milhões de euros entre 2021 e 2025, o que representa 30% do total, e serão acompanhados de uma expansão internacional neste âmbito. Ao longo do período, a Repsol vai registrar um forte crescimento do EBITDA, para superar os 8.200 milhões de euros previstos em 2025. 

Num cenário sustentado de preços mais altos, a Repsol vai acelerar os projetos de crescimento baixos em carbono que já figuram na sua carteira de ativos.

Um novo modelo operacional

 Modelo Operativo

Para levar a cabo o Plano Estratégico, a Repsol irá, também, evoluir a sua estrutura organizacional, (Upstream, Industrial, Cliente e Baixa Geração de Emissões), apoiada por áreas corporativas e de serviço mais eficientes, o que vai favorecer a obtenção de resultados e o incremento de valor.

Este novo modelo pondera a entrada de parceiros ou investidores na área de Baixa Geração de Emissões, ou inclusive a sua colocação em Bolsa, o que representará um importante impulso para a obtenção de objetivos e vai garantir um maior retorno das suas operações.

A digitalização terá um papel fundamental na nova organização, graças à inteligência artificial, a automatização de operações ou as soluções na cloud. O Plano prevê que o impacto positivo dos projetos de digitalização supere já em 2022 os 800 milhões de euros anuais face ao início do Programa de Digitalização, em 2018.

Um negócio centrado no cliente para liderar a oferta multienergia

No novo modelo de negócio, a Repsol cria uma nova unidade de negócio denominada Cliente, que se vai encarregar de satisfazer qualquer necessidade energética e de mobilidade dos seus clientes, que atualmente superam os 24 milhões. Vai incluir as atuais áreas de Mobilidade, GPL, Mobilidade Elétrica, Comercialização de Eletricidade e Gás, Soluções Energéticas e Lubrificantes.

Com esta divisão, a Repsol vai liderar o fornecimento multienergético aos consumidores da Península Ibérica, aumentando o peso de energias de baixas emissões e desenvolvendo produtos e ferramentas digitais que permitam uma maior personalização das ofertas e uma melhoria de experiências. A empresa conta com uma oferta de valor única e vantagens competitivas para oferecer aos clientes um serviço global diferenciado. O novo programa transversal de fidelização vai crescer dos atuais 2 milhões de clientes digitais para 8 milhões em 2025.

O Plano estabelece o objetivo de aumentar o EBITDA desta divisão em 1,4 vezes, para alcançar os 1.400 milhões de euros em 2025. A empresa também prevê aumentar para 2 milhões o número de consumidores de eletricidade e gás e, ao mesmo tempo, de mobilidade elétrica.

Operador global na geração de baixas emissões

 Gráfico baixas emissões

O negócio de Baixa Geração de Emissões, um dos quatro pilares do novo modelo organizacional, continuará a aumentar a sua carteira de ativos e a sua já iniciada expansão internacional, com o objetivo de ser um operador global, com uma capacidade de geração que alcançará os 7,5 gigawatts (GW) em 2025 e os 15 GW em 2030. 

A empresa pretende continuar com o crescimento orgânico deste negócio, graças ao desenvolvimento de uma carteira de projetos em operação, que entre 2020 e 2025 será elevada a um ritmo superior a 500 MW anuais. Entre as iniciativas que se contemplam está a ampliação em 1 GW de capacidade da central de Aguayo, o que será o maior investimento da história da Cantábria (cerca de 700 milhões de euros). A isto junta-se a aquisição de ativos internacionais para impulsionar a expansão fora de Espanha. 

Entre os anos 2025 e 2030, a Repsol vai acelerar o crescimento orgânico da sua capacidade de geração com o desenvolvimento de projetos que vão representar mais de 1 GW anual. 

O EBITDA da área será multiplicado por oito face ao resultado de 2019, para os 331 milhões de euros, enquanto os investimentos vão alcançar os 1.400 milhões de euros anuais em 2025, oito vezes superiores aos realizados em 2019.

Transformação do negócio Industrial

A área industrial vai manter a sua elevada competitividade e a liderança na Europa dos seus ativos, vai melhorar a sua rentabilidade, ajustar a sua capacidade, construir novas plataformas líderes em negócios neutros em carbono e reduzir as suas emissões em mais de dois milhões de toneladas de CO2. Vai incluir as áreas de Refinação, Trading, Retalho de Gás, Biocombustíveis e Química.

Os sete grandes complexos industriais da Repsol em Espanha, Portugal e Perú vão continuar a evoluir para se transformarem em hubs multienergéticos, capazes de gerar produtos de baixa, nula ou mesmo pegada de carbono negativa e de impulsionar novos modelos de negócio baseados na digitalização e tecnologia.

Para abordar este processo de transformação, a companhia estará apoiada em quatro grandes pilares: a eficiência energética, a economia circular, o hidrogénio renovável e a captura e uso de CO2. Apenas em eficiência energética, vai investir, durante o período do Plano, mais de 400 milhões de euros, para reduzir 800.000 toneladas de CO2 anuais e criar as bases para transformar os centros industriais em instalações zero emissões líquidas.

No que toca à economia circular, os complexos industriais da Repsol estão a adaptar-se para utilizar resíduos de diferentes origens como matérias-primas e transformá-los em produtos (combustíveis e materiais) neutros em carbono, com a ambição de utilizar quatro milhões de toneladas anuais de resíduos. Além disso, a Repsol tornar-se-á uma empresa de referência em biocombustíveis sustentáveis, com uma capacidade de produção de 1,3 milhões de toneladas em 2025 e mais de dois milhões em 2030. Para isso, já conta com vários projetos em marcha nas suas refinarias.

O hidrogénio renovável será outro importante vetor para a descarbonização da indústria, com aplicações que vão desde o seu uso como matéria-prima para produzir combustíveis sintéticos até ao armazenamento de energia renovável. A Repsol ambiciona ser líder em hidrogénio renovável na Península Ibérica para alcançar em 2025 uma produção equivalente de 400 MW, com a ambição de superar 1,2 GW em 2030. A captura e uso de CO2 será também fundamental neste processo de transformação, graças a projetos como o de combustíveis sintéticos que será desenvolvida na Petronor, única refinara da Península Ibérica e uma das poucas da Europa que integrou este tipo de processos.

A área industrial vai realizar esta transformação de forma rentável, sem aumentar os investimentos, que serão mantidos em 900 milhões de euros anuais em média, em linha com o aplicado no exercício de 2019.

Upstream, gerador de caixa e valor

O negócio de Upstream estará focado em áreas geográficas chave, dando prioridade ao valor sobre o volume e reduzindo as emissões da sua carteira de ativos, que continuará a ser objeto de uma gestão ativa. Será apoiada nos seus pontos fortes, como a flexibilidade, eficiência e alto nível tecnológico, que lhe permitirão aumentar o seu contributo para o Grupo e gerar caixa positiva apesar de reduzir a intensidade de investimento.

A empresa estará centrada em desenvolver projetos de ciclo curto, que possam ser geridos com flexibilidade e com uma intensidade de capital limitada, que se situa entre as mais baixas do setor. A produção ficará situada numa média aproximada de 650 mil barris equivalentes de petróleo diários no período do Plano e a presença global será reduzida para catorze países, com uma atividade exploratória mais eficiente e focada.

A área vai gerar 4.500 milhões de caixa livre entre 2021 e 2025, cinco vezes mais do que entre 2016 e 2020, considerando o mesmo cenário de preços. Além disso, vai baixar em 20% o seu breakeven de caixa, para ficar abaixo de 40 dólares por barril para o período. Os projetos que representarão nova produção vão aumentar em mais de 20% o valor do negócio e representarão grande flexibilidade para se adaptarem aos diferentes cenários de preços. Ao mesmo tempo, a área de Upstream será capaz de diminuir as emissões de CO2 em 75%.

Rota rentável de descarbonização: rumo às zero emissões líquidas

 Gráfico Redução de Carbono

O Plano Estratégico da Repsol está orientado ao objetivo de zero emissões líquidas em 2050 e, para isso, aposta num modelo que integre várias opções tecnológicas, que junte a eletrificação com o uso de produtos de baixa, neutra ou mesmo negativa pegada de carbono negativa, e ofereça soluções a todas as necessidades da sociedade. A combinação de diferentes tipos de energia fará com que seja possível alcançar o objetivo de zero emissões líquidas de forma mais eficiente, rápida e com o menor custo possível para o cidadão. 

O Plano 2021-2025 estabelece novos e mais ambiciosos objetivos de redução de emissões, com uma diminuição da intensidade de carbono de 12% para 2025, de 25% para 2030 e de 50% para 2040, face a 10%, 20% e 40%, respetivamente, fixados antecipadamente.

Para reduzir as suas emissões, a Repsol adotará as melhores tecnologias disponíveis, minimizará o seu consumo de energia e digitalizará as suas operações para otimizar ativos. A empresa também vai realizar uma gestão do seu portfólio orientada para diminuir a intensidade de carbono, otimizando a produção, reduzindo a de barris de maior intensidade de carbono e dado prioridade ao valor sobre o volume.

A isto junta-se a criação de novos negócios de zero emissões, cujos pilares serão as soluções centradas no cliente, a geração renovável, a captura e uso de CO2 e a transformação industrial, que contará como principais alavancas com o hidrogénio renovável, os biocombustíveis sustentáveis, o uso de resíduos como matéria-prima e a circularidade. Com isso, a Repsol avançará na transição energética, ao mesmo tempo que cria valor e rentabilidade através da descarbonização.

Uma proposta atrativa para os acionistas

 Gráfico disciplina financeira

Apesar da complexidade do contexto, a retribuição aos acionistas é uma das prioridades da Repsol. Tal como destaca novo Plano Estratégico, a empresa continuará a oferecer uma das remunerações mais atrativas do sector e do Ibex. Em 2021, o dividendo será de 0,60€/ação (scrip dividend mais dividendo em cash), montante que aumentará progressivamente ao longo do Plano, até aos 0,75 €/ação. Em 2025, a remuneração acionista vai superar 1€/ação, incluindo o pagamento em cash e a recompra de ações que se realizará a partir de 2022. 

O Plano será autofinanciado inclusive em cenários adversos de preços e vai garantir uma posição financeira sólida e um reforço dos ratings das agências internacionais.