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Parques fotovoltaicos em Portugal: o panorama da energia solar em 2026

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Falar de parques fotovoltaicos em Portugal é falar de uma tecnologia que saiu da "fase de aposta" e passou a ser parte estruturante do sistema elétrico. Os números mais recentes publicados pela DGEG mostram a aceleração: a potência renovável instalada já ultrapassou os 21 500 MW, com mais de 6500 MW em fotovoltaica, a qual apresenta uma tendência de crescimento. A produção com origem solar deixou de ser "residual" e já ultrapassou os 8800 GWh num total nacional de quase 44 000 GWh de produção renovável.

 

O que é um parque fotovoltaico e como gera eletricidade?

Um parque fotovoltaico é uma central de produção de eletricidade composta por muitos módulos (painéis) ligados em série e paralelo, montados em estruturas fixas ou em estruturas que conseguem seguir o movimento aparente do Sol. A energia é gerada quando a radiação solar provoca a libertação de eletrões nas células fotovoltaicas (efeito fotovoltaico), produzindo corrente contínua, que depois é convertida em corrente alternada por inversores. A partir daí, a eletricidade segue para transformadores/subestações sendo injetada na rede. Esta lógica "produzir > converter > elevar tensão > injetar na rede" é a base do modelo de parque solar em escala industrial.

 

O mapa da energia solar em Portugal

Portugal tem condições particularmente favoráveis para a energia solar, com destaque para o sul (Alentejo e Algarve), onde a irradiação é, em média, mais elevada e mais estável ao longo do ano, o que favorece fatores de capacidade e previsibilidade. No entanto, no "mapa solar" conta muito a disponibilidade de terreno, as condicionantes ambientais e, sobretudo, a capacidade de ligação à rede. Por isso, além de Alentejo e Algarve, também o Norte, Centro e Área Metropolitana de Lisboa têm ganhado peso, com projetos de diferentes escalas (incluindo autoconsumo coletivo e produção descentralizada).

Os dados mais recentes* da distribuição regional da potência fotovoltaica instalada e da produção, são (não inclui valores, reduzidos, das Regiões Autónomas).

 

Região Potência instalada (MW) Produção (GWh)
Alentejo 2046 3088
Centro 1866 2406
Norte 1290 1375
Lisboa

673

926

Algarve  658 984

*Final de novembro de 2025

 

Os maiores parques fotovoltaicos em operação em 2026

  • Parque solar Neoen (Central Solar de Rio Maior + Central Solar da Torre Bela): capacidade total 272 MWp (megawatts-pico) (204 MWp + 68 MWp).
  • Solara4: referida como uma das maiores centrais fotovoltaicas em Portugal, com 219 MWp.
  • Central fotovoltaica da Cerca: com 202 MWp e mais de 310 mil painéis bifaciais.

Nota: existem outros projetos de grande escala que poderão entrar em funcionamento num prazo relativamente curto, mas aqui só se indicam os que já se encontram em operação.

Projetos em desenvolvimento e metas nacionais (Plano Nacional Energia e Clima)

A energia solar aparece como uma das tecnologias com maior reforço previsto no planeamento nacional. No enquadramento do PNEC 2030, a DGEG indica, entre outras metas, o aumento da capacidade instalada de solar fotovoltaica para 20,8 GW até 2030 (e, no pacote global, metas como 51% de renováveis no consumo final bruto de energia até 2030). Este objetivo ajuda a explicar o volume de projetos em desenvolvimento: além de novas centrais, cresce também a hibridização (solar + baterias) e a expansão de soluções descentralizadas, precisamente para acomodar picos solares e reduzir constrangimentos de rede.

Um ponto técnico cada vez mais relevante em centrais de maior dimensão é o sobre-equipamento: instalar mais potência em painéis do que a potência de ligação atribuída, para melhorar o aproveitamento da ligação à rede, dentro dos limites regulamentares aplicáveis e do que é aprovado no licenciamento.

 

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Como investir em energia solar?

Investir em energia solar pode significar coisas diferentes, com níveis de capital, risco, complexidade e retorno também distintos.

Grandes projetos de investimento

Nos grandes projetos, os principais fatores de decisão são: 

  1. Terreno e servidões;
  2. Avaliação ambiental quando aplicável; 
  3. Licenciamento e título(s) relevantes; 
  4. Ligação à rede (capacidade e custos); 
  5. Modelo de receita.

Do lado das receitas, há dois formatos típicos:

  • Mercado (venda a preço spot + garantias de origem, quando aplicável);
  • Contratos de longo prazo (PPA), que dão previsibilidade de cashflow. Um exemplo encontra-se na Central Solar de Rio Maior + Central Solar da Torre Bela, onde cerca de 80% da energia seria adquirida pelo Estado ao abrigo de PPA de 15 anos atribuídos no leilão de 2019.

Comunidades de Energia: uma alternativa para particulares

Para particulares, o investimento direto num parque (no sentido "comprar uma quota de uma central") nem sempre é simples. É aqui que entram modelos de autoconsumo coletivo e comunidades: em vez de cada pessoa instalar painéis no seu telhado, existe uma instalação partilhada e a energia é repartida/atribuída pelos participantes, refletindo-se nos consumos registados e, tipicamente, numa redução da fatura de eletricidade.

 

Impacto ambiental e vantagens da energia fotovoltaica

As vantagens mais apontadas são claras: eletricidade sem recurso a emissões poluentes, menor dependência de importações fósseis, rapidez de instalação face a outras tecnologias e custos que, em muitos mercados, se tornaram competitivos. Do lado do sistema elétrico, há ainda um ganho operacional: a produção solar tende a coincidir com as horas diurnas de maior procura em muitos dias do ano (sobretudo no verão), o que pode reduzir necessidades de geração térmica nesses períodos, embora aumente a necessidade de flexibilidade (baterias, gestão de procura, interligações, bombagem e redes).

As desvantagens também existem: ocupação de solo, fragmentação de habitats, efeitos paisagísticos, necessidade de compatibilização com agricultura/pecuária e a gestão do fim de vida de equipamentos. É por isso que medidas de integração local e planeamento de rede são tão determinantes como a existência de radiação solar abundante.

 

O futuro da energia solar

O caminho para 2030 está definido nas metas públicas: Portugal pretende reforçar muito a energia fotovoltaica, até 20,8 GW de capacidade instalada. E, em paralelo, confirma-se que a energia de fonte solar já tem um peso material relevante: com mais de 6500 MW de potência fotovoltaica instalada e a capacidade de produzir mais de 8800 GWh num ano, a tecnologia consolidou-se como uma das principais fontes renováveis do país.

Neste contexto, a estratégia das empresas energéticas tende a combinar dois eixos: primeiro, a participação em projetos de grande escala e, segundo, as soluções orientadas ao cliente final (como comunidades/partilha), para acelerar a adoção mesmo onde o telhado, o condomínio ou o investimento inicial são barreiras. 

Perguntas frequentes sobre parques fotovoltaicos em Portugal

O maior parque é o conjunto Rio Maior + Torre Bela, com 272 MWp (megawatts-pico).

Sim, através de modelos de autoconsumo coletivo e comunidades de energia, onde existe uma instalação partilhada e a energia é distribuída/atribuída pelos participantes.

São soluções de partilha/atribuição de energia produzida localmente (normalmente a partir de solar), organizadas em modelo comunitário, permitindo que vários consumidores beneficiem de uma instalação comum.

Usando os dados da DGEG referentes até novembro 2025, a produção fotovoltaica do ano passado foi mais de 8800 GWh e a produção bruta + saldo importador foi em redor de 60 000 GWh. Isto faz com que o peso da energia solar na produção elétrica anual tenha sido de cerca de 15%.