Carrinho
O Seu carrinho está vazio
Não perca a oportunidade de conhecer todos os nossos produtos.
Carrinho
Com esta compra pode ganhar até de saldo My Repsol
Total
Contacte-nos
Contacte-nos para novas contratações
o
Nós ligamos!
O número de telefone é obrigatório Deve inserir um número de telefone correto
Acepto la política de protección de datos.
Para continuar, deve aceitar a política de proteção de dados

O papel dos biocombustíveis na transição energética

biocombustíveis

0:00

A transição energética das empresas é, hoje, um imperativo categórico de toda a sociedade. Para atingir a neutralidade carbónica, é necessária a utilização das diferentes fontes de energia. A eletrificação é, sem dúvida, uma das vias, no entanto, deverá privilegiar-se a diversificação das fontes de energia e um aproveitamento das infraestruturas existentes, por forma a chegar a todos os setores da economia e reduzir, progressivamente, as emissões.

Desta forma, os biocombustíveis apresentam-se como uma solução, não apenas para setores como o da aviação ou transportes de mercadorias, mas também para o de transporte de passageiros.

 

O que são os biocombustíveis e como são produzidos?

Para obter biocombustíveis, transforma-se em biomassa uma matéria de origem orgânica, vegetal ou animal, através de processos mecânicos, termoquímicos e biológicos. Desta forma, em função da procedência da matéria-prima que proveem os biocombustíveis e dos processos utilizados para os obter, podemos classificar os biocombustíveis em:

  • Biocombustíveis de primeira geração: são combustíveis a partir de cultivos agrícolas alimentares. Exemplo destes combustíveis são aqueles criados a partir de óleos vegetais, como o bioetanol ou o biodiesel (FAME).
  • Biocombustíveis de segunda geração ou avançados: são aqueles provenientes de resíduos dos cultivos, das indústrias agroalimentares e dos resíduos urbanos. Também são considerados biocombustíveis de segunda geração aqueles que se obtêm a partir de cultivos agroflorestais que não se destinam à alimentação.

 

O papel dos biocombustíveis na transição energética

Os biocombustíveis e os combustíveis sintéticos são uma solução a curto prazo para os veículos de transporte de passageiros, os veículos pesados de mercadorias, os aviões ou as embarcações. Esta incorporação permitirá reduzir as emissões gradualmente, aproveitando as infraestruturas existentes.

Segundo dados publicados pela ACAP (Associação do Comércio Automóvel de Portugal) em dezembro de 2020, a idade média da frota portuguesa de veículos ligeiros de passageiros era de 13,2 anos, com 62.6% da frota acima dos 10 anos e 22,6% com mais de 20 anos. No caso do transporte ligeiro de mercadorias e de pesados de passageiros, a idade média foi de 14,9 e 14,7 anos, respetivamente.

Os dados corroboram a necessidade de diversificar as fontes de energia, de maneira que os motores a combustão interna possam acompanhar a transição energética. Os biocombustíveis e os combustíveis sintéticos podem ser utilizados em motores já existentes, como os veículos de transporte de passageiros, os veículos pesados de mercadorias, os aviões ou as embarcações. Esta incorporação permitirá reduzir as emissões gradualmente, aproveitando as infraestruturas existentes.

 

Incorporação de biocombustíveis nos combustíveis líquidos em Portugal

A Diretiva das Energias Renováveis (RED), introduzida em 2010, estabeleceu para cada Estado-membro uma meta para o setor dos transportes de 10% de energias renováveis até 2020.

Em 2018, a diretiva foi alvo de revisão, tendo sido alvo de alterações, como a declaração do óleo de palma como matéria-prima insustentável, impondo o abandono da sua utilização na produção de biocombustíveis, de forma progressiva entre 2023 e 2030.

Para o ano de 2021, a legislação nacional estabeleceu uma meta de incorporação de 11% em teor energético, com uma submeta de incorporação de 0,5% também em teor energético de biocombustíveis avançados.

A verdade é que os biocombustíveis continuam a desempenhar um papel relevante na transição energética em 2026, sobretudo em setores difíceis de eletrificar, como aviação, transporte pesado e indústria. Produzidos a partir de matérias-primas renováveis, como resíduos agrícolas e óleos usados, permitem reduzir as emissões de CO₂ face aos combustíveis fósseis. No entanto, o seu crescimento está cada vez mais orientado para biocombustíveis avançados (de segunda geração), mais sustentáveis e com menor impacto ambiental, sendo complementares à eletrificação e a outras soluções energéticas no caminho para a neutralidade carbónica.

 

Incorporação de biocombustíveis pela Repsol em Portugal

A Repsol tem reforçado o seu compromisso com a descarbonização em Portugal através da incorporação crescente de biocombustíveis nos combustíveis rodoviários. Após atingir, em 2021, a incorporação de 95.000 m³, com uma redução estimada de 260 quilotoneladas de CO₂ , a estratégia evoluiu com maior foco em biocombustíveis avançados.

Atualmente, a unidade da Banática continua a desempenhar um papel relevante neste processo, ampliando a produção e incorporação não só de FAME, mas também de HVO (Hydrotreated Vegetable Oil), um combustível renovável com menor impacto ambiental. O HVO destaca-se por poder ser produzido a partir de matérias-primas residuais, como óleos usados e gorduras animais, através de um processo de hidrogenação sob alta pressão, permitindo reduzir emissões e evitar concorrência direta com a cadeia alimentar — um fator cada vez mais valorizado nas políticas europeias de sustentabilidade.