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Carro elétrico compensa em Portugal? Análise completa para 2025

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O veredicto rápido: carro elétrico compensa? 

Para muitos condutores em Portugal, a resposta é sim, sobretudo se tiverem lugar de garagem com possibilidade de carregamento doméstico. Em 2025, os elétricos beneficiam de isenção de ISV na aquisição e isenção de IUC (para ligeiros 100% elétricos), vantagens fiscais para empresas (IVA dedutível até limites legais) e apoio direto do Fundo Ambiental à compra de viaturas novas, mediante abate, além de apoio a carregadores em condomínios. Estes fatores, somados ao custo por 100 km tipicamente inferior ao de um veículo a combustão, tornam a opção atrativa. Já para quem dependa quase só de carga pública rápida em estrada, faz relativamente poucos quilómetros ou tem de realizar várias vezes grandes distâncias, a poupança pode ser menor ou até sem grande interesse. 

 

Vantagens do carro elétrico em Portugal: o que ganha com a transição? 

Custos por 100 km mais baixos: a ERSE estima para 2025 um custo de carregamento entre 7,14-8,66 €/100 km na rede pública para carregamentos lentos (assumindo um consumo de 15 kWh/100 km por parte do veículo, estes valores são ilustrativos com base nas tarifas reguladas da mobilidade elétrica). Com carregamento doméstico, tipicamente gasta-se menos, dependendo do contrato e do período horário (ERSE). Nestes casos, poderá aproveitar as horas do dia em que a energia é mais barata para carregar o veículo. 

Manutenção reduzida e mais espaçada: os custos de manutenção dos veículos elétricos são significativamente inferiores. A razão é simples: enquanto o motor a combustão tem cerca de várias centenas de componentes móveis e mecânicos, no motor do veículo elétrico não se contam mais de 50. Há dados que apontam para a manutenção ser até 30% mais económica comparada com a de um veículo a combustão. Por exemplo, o sistema de travagem regenerativa prolonga significativamente a vida útil das pastilhas e discos de travão. Não obstante, o tempo de vida da bateria deverá ser considerada, na medida em que a sua substituição poderá, em alguns casos, tornar mais dispendiosa a manutenção, caso pretenda ficar com o veículo mais tempo. 

Fiscalidade favorável: os veículos 100% elétricos estão isentos de ISV e isentos de IUC. Em sede empresarial, é possível deduzir o IVA na aquisição/locação de ligeiros 100% elétricos, desde que o custo de aquisição não exceda 62 500 € (sem IVA). Os elétricos também não estão sujeitos a tributação autónoma em IRC, ao contrário dos veículos convencionais. 

Incentivos municipais: algumas câmaras municipais oferecem benefícios adicionais aos veículos elétricos, como o estacionamento gratuito ou com descontos. Verifique junto do município quais são os incentivos disponíveis.  

Menos emissões ao longo do ciclo de vida: um estudo de 2025 do ICCT quantifica que,  na média da UE, um veículo movido a bateria elétrica tem cerca de 73% menos emissões de gases com efeito de estufa no ciclo de vida face a um veículo a gasolina equivalente. À medida que as fontes de produção de eletricidade tornam-se cada vez mais de base renovável, a diferença tem tendência a aumentar. 

Rede pública em crescimento e pagamentos mais simples: a utilização da rede MOBI.E continua a subir com mais 51% de carregamentos em janeiro de 2025 face a janeiro de 2024 e o regulamento europeu AFIR (Alternative Fuel Infrastructure Regulation) obriga à existência de pagamentos pay per use (sem contrato prévio) com cartão/contactless em novos carregadores públicos rápidos ≥50 kW desde abril de 2024, reforçando a transparência e a usabilidade. 

Apoios à compra e à infraestrutura doméstica: em 2025, o Fundo Ambiental disponibiliza 4000 € para pessoas singulares na aquisição de um ligeiro 100% elétrico novo com abate (5000 € para IPSS/autarquias), com limites de preço do veículo (38 500 €; 55 000 € se tiver mais de cinco lugares), e até 1800 € (80%+80%) para instalação de carregadores em condomínios (tipologia 7), conforme o aviso em vigor.

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Desvantagens do carro elétrico: os pontos a ponderar antes de decidir 

Preço inicial ainda superior em vários segmentos: apesar de maior oferta de modelos acessíveis, o PVP de muitos veículos elétricos continua acima dos equivalentes a combustão.  

Carregamento público, preço e variabilidade: o custo na via pública depende do comercializador/operador e das componentes reguladas que constituem o preço, e é muito provável que seja mais caro do que em casa. Sem lugar de garagem ou espaço partilhado que permita o carregamento, e sem uma wallbox, depender só de rede pública pode ser menos conveniente.  

Autonomia e tempo em viagem: o planeamento de paragens para carregamento ajuda a moderar o aspeto da autonomia inferior face aos veículos a combustível, mas pode elevar significativamente o tempo das viagens mais longas. No fim de contas, depende muito das características da bateria, a sua autonomia e capacidades de carregamento, o estilo de condução, as condições meteorológicas, etc. 

Degradação progressiva da bateria: com o uso contínuo, a capacidade da bateria diminui e pode perder até 2% por ano. É expectável que, após 10 anos, uma bateria de iões de lítio consiga carregar cerca de 80% da sua capacidade de armazenamento inicial. Esta degradação pode ser acelerada pelo uso frequente de carregadores rápidos e exposição a temperaturas extremas, criando um dilema entre a conveniência e a longevidade do componente mais caro do veículo. 

 

Para quem compensa um carro elétrico em Portugal? Considerações-chave. 

  • Quem faz 15–20 mil km/ano e tem carregamento doméstico: regra geral, compensa. O custo por 100 km tende a ser inferior ao de um veículo a gasolina e há poupança fiscal contínua (IUC zero e ISV inexistente).  
  • Utilização urbana/suburbana diária: o binómio travagem regenerativa + consumos baixos em "para-arranca" favorece os veículos elétricos, reduzindo o custo por km e as emissões. 
  • Empresas e profissionais: a dedução de IVA até 62 500 € (sem IVA) e a inexistência de tributação autónoma em veículos 100% elétricos melhoram o custo total de ter um veículo elétrico.  
  • Condomínios preparados ou em processo de adaptação: se o prédio apoia a instalação de carregadores, com possível recurso ao incentivo do Fundo Ambiental, ganha-se conveniência e custo inferior face à via pública. 

Situações onde o elétrico pode não compensar 

  • Viagens longas frequentes: quem faz regularmente trajetos superiores a 300 km enfrenta desafios de autonomia e tempo de carregamento que podem tornar a experiência frustrante. 
  • Sem possibilidade de carregamento em casa: depender exclusivamente da rede pública aumenta significativamente os custos operacionais e reduz a conveniência. 
  • Orçamento muito limitado: se o investimento inicial representa um esforço financeiro excessivo, mesmo com as poupanças futuras garantidas, pode ser prudente aguardar pela descida dos preços. 
  • Necessidade frequente de reboque/transporte de pesos elevados: implica maior consumo e mais paragens. 
  • Utilização esporádica: para quem percorre menos de 5000 km anuais, as poupanças em combustível e manutenção demoram muito mais tempo a compensar o investimento inicial. 

Conclusão: a sua decisão pelo carro elétrico em 2025

Em Portugal, 2025 tem um quadro regulatório e fiscal favorável aos veículos elétricos, custos por 100 km competitivos, rede pública em expansão e melhorias na experiência de pagamento. Ambientalmente, a evidência científica recente confirma reduções substanciais de emissões no ciclo de vida do veículo. Para quem tem como carregar em casa/trabalho e percorre quilometragens moderadas a altas, a resposta tende a ser positiva. Para perfis com forte dependência de carregamentos rápidos e baixa quilometragem, é prudente comparar o custo total, desde a compra aos custos anuais, e os incentivos vigentes antes de decidir.  

 

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