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Quanto custa carregar um carro elétrico em casa e fora de casa?

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Continua a depender sobretudo de duas decisões: onde carrega (casa ou via pública) e como é cobrado (€/kWh, €/min, taxa por sessão ou uma combinação dos anteriores). Em Portugal, a rede pública continua a funcionar num modelo com regras próprias e num período transitório até 31 de dezembro de 2026, no âmbito do novo regime jurídico da mobilidade elétrica.

O cálculo do que vai pagar é relativamente simples: em casa, o custo aproxima-se da energia consumida (kWh) a multiplicar pelo preço do kWh da sua tarifa; nos postos públicos, o valor final é a soma de parcela de energia mais a parcela de utilização do posto mais os impostos, podendo ainda existir outras componentes consoante o tarifário. 

 

Custo de carregar um carro elétrico em casa

Carregar em casa tende a ser a opção mais económica e previsível, porque o preço vem, essencialmente, da sua fatura de eletricidade. Para estimar, use a energia que vai "entrar" na bateria (kWh) e multiplique pelo preço do kWh. Se quiser ter uma noção aproximada do custo por distância, muitos veículos elétricos gastam na ordem dos 15–20 kWh/100 km (varia muito com a velocidade, a temperatura e o estilo de condução). 

Um exemplo: se o carro consumir 16 kWh/100 km e a energia custar 0,20 €/kWh, então 100 km custam cerca de 3,20 €. Se conseguir carregar nas horas mais baratas (vazio), o valor por 100 km pode descer, porque a conta segue o mesmo princípio: menos €/kWh, menos € no total. Para ganhar conforto, segurança e reduzir o tempo de carregamento, pode instalar uma wallbox. O investimento depende da casa/garagem e da instalação elétrica, mas é comum começar nos 750–1000 €.

Tarifa simples vs. bi-horária: como escolher 

A escolha não é entre "qual é a melhor", mas sim entre "qual encaixa no seu padrão". Na prática, temos:

  • Tarifa simples: o preço do kWh é constante. Funciona bem se não consegue deslocar carregamentos para horários específicos. 
  • Tarifa bi-horária: tem períodos mais baratos (vazio) e mais caros (fora de vazio). Costuma compensar quando consegue programar a maioria dos carregamentos para os períodos de vazio.

Use um comparador que inclua as ofertas em vigor e o seu perfil de consumo/potência. O simulador da ERSE foi feito precisamente para comparar ofertas do mercado liberalizado. 

 

Preços nos postos de carregamento públicos (Rede MOBI.E)

Na rede pública integrada na MOBI.E, a fatura é discriminada por parcelas: paga a energia consumida, paga a utilização do ponto e paga impostos. 

Para carregar nesta rede, o utilizador deve ter um contrato com pelo menos um Comercializador de Eletricidade para a Mobilidade Elétrica (CEME), sendo que esse contrato pode ser celebrado por meios à distância (ajudando a enquadrar soluções "ad hoc" em que se adere no momento do carregamento).

Custo por kWh e por minuto 

O ponto-chave (e a principal fonte de surpresas) é que tanto o CEME como o operador do posto (OPC) podem cobrar por:

  • energia (€/kWh), 
  • tempo (€/min),
  • sessão (€/carregamento), 
  • ou combinações destas.

Exemplo ilustrativo: imagine que num determinado posto paga 0,30 €/kWh pela energia e 0,05 €/min pela utilização. Se carregar 20 kWh em 30 minutos, as parcelas principais do custo seriam 6,00 € + 1,50 €, antes de impostos e outras componentes. A conclusão é simples: quando há a componente por minuto, carregar mais devagar sai mais caro.

Preços médios das diversas tarifas por tipo de posto

 

Carregamento lento

Carregamento médio

Carregamento rápido

Carregamento ultrarrápido

Energia (€/kWh)

0,09

0,19

0,28

0,4

Tempo (€/min)

0,008

0,03

0,13

0,18

Sessão (€/carregamento)

0,27

0,27

0,32

0,27

 

(valores de 19/01/2026 recolhidos no site MOBI.E)

Carregamentos ad hoc

Os novos carregamentos ad hoc são a opção de carregamento sem contrato prévio, pensada para permitir que qualquer utilizador carregue "na hora", com pagamento eletrónico (por exemplo, via código QR ou cartão bancário). Na prática, o preço ad hoc deve estar afixado no posto e disponível nos locais de consulta, e corresponde a um valor agregado que inclui energia + utilização do posto + componentes reguladas e impostos (incluindo IEC e IVA). A situação descrita anteriormente convive com o regime transitório do novo enquadramento, que está previsto vigorar até 31 de dezembro de 2026, enquanto se completa a transição do modelo. A utilização da plataforma no regime transitório está sujeita a uma tarifa anual fixada pela ERSE e, se for repercutida no preço ao utilizador, deve aparecer discriminada na fatura. 

Além disso, a MOBI.E comunicou uma descida de 30,8% da Tarifa da Entidade Gestora da Rede de Mobilidade Elétrica (EGME) aplicável a CEME e OPC a partir de 1 de janeiro de 2026, tendendo a aliviar custos a montante (o respetivo efeito no preço final depende do tarifário de cada operador/comercializador).

Diferença de preço: carregamento normal (AC) vs. rápido (DC) 

Regra prática: o carregamento normal com corrente alternada (AC) costuma ser mais barato por sessão e tolera períodos mais longos. Os carregamentos por corrente contínua (DC), que podem ser rápidos/ultrarrápidos, costumam ter preço por kWh mais elevado e, muitas vezes, penalizações por tempo para evitar uma ocupação prolongada.

Há também um fator técnico que influencia o custo quando existe cobrança ao minuto: à medida que a carga se aproxima dos 80–100%, a potência de carregamento é reduzida por uma questão de proteção da bateria. Como consequência, cada "kWh extra" pode demorar mais minutos, aumentando o valor final a pagar. Em viagens e se o veículo permitir, o carregamento DC faz sentido para repor autonomia rapidamente, mas, no dia a dia, o carregamento em postos AC e em casa tendem a ser mais económicos. 

 

Fatores que influenciam o preço final do carregamento

Capacidade da bateria do veículo 

Uma bateria de 60 kWh, carregada de 20% a 80%, precisa de cerca de 36 kWh (há diferenças pequenas de carro para carro). Logo, o custo varia diretamente com os kWh efetivamente carregados, não com a "capacidade total".

Potência do carregador 

A potência define sobretudo o tempo. Se o tarifário tiver componente ao minuto, carregar num posto rápido pode compensar (menos minutos), mas também pode sair caro se ficar ligado para lá do necessário. Mesmo sem cobrança ao minuto, uma potência elevada é útil em estrada. Já em casa, muitas vezes basta uma solução adequada à potência contratada e ao tempo disponível durante a noite.

Tarifa de eletricidade contratada 

Em casa, é o seu contrato que manda. Na rede pública, além do preço praticado pelo CEME e pelo OPC, entram tarifas e impostos que aparecem discriminados na fatura do carregamento. 
Para comparar ofertas de eletricidade para a sua casa (e perceber o impacto de tarifa simples vs. bi-horária), pode também usar o simulador da Repsol.

 

Como poupar no carregamento do seu carro elétrico

  • Programe carregamentos para o vazio (quando tem bi-horária) e use o agendamento no carro/wallbox. 
  • Evite ficar ligado sem necessidade em postos com cobrança ao minuto: em DC, muitas vezes compensa parar perto dos 80%.
  • Compare tarifários: na rede pública, não olhe só para "€/kWh" e veja se há "€/min" e taxa por sessão. 
  • Planeie paragens em viagem: duas sessões mais curtas podem ser mais em conta do que uma muito longa num posto rápido (menos tempo em potência reduzida).
  • Reveja a potência contratada em casa caso tenha instalado uma wallbox (sem exceder o que realmente precisa). 
  • Use ferramentas de comparação: em casa, simuladores; na rua ou em viagem, use as apps/cartões do seu CEME e confirme a informação do posto antes de iniciar.

 

Soluções de carregamento elétrico Repsol para casa e estrada

A Repsol promove um ecossistema com benefícios ligados ao My Repsol: ao carregar em pontos de carregamento Repsol pode receber até 20% do valor em saldo, e ao contratar eletricidade e gás com a Repsol pode obter até 3% do valor da fatura em saldo para usar, por exemplo, em mobilidade elétrica. Basta ter o cartão virtual Repsol Mobilidade Elétrica

Perguntas frequentes sobre o custo de carregamento de um carro elétrico

Geralmente, fica mais barato em casa, porque paga sobretudo a energia (kWh) ao preço do seu contrato doméstico. Já num posto público, o valor final tende a ser maior porque, além da energia, existe tarifa pela utilização do posto e taxas/impostos associados ao serviço. 

Dito isto, há exceções: campanhas promocionais, carregamentos incluídos em pacotes (por exemplo, ofertas de operadores), postos gratuitos (alguns destinos/hotéis/superfícies comerciais) ou situações em que precisa de potência elevada numa viagem e não se importa de pagar pela conveniência, não olhando apenas ao valor do kWh. 

Em termos práticos, precisa de quatro coisas:

  • Um ponto de carga adequado ao seu caso
    • Pode usar uma tomada doméstica (mais lento, mas permitido em locais não acessíveis ao público, desde que respeite regras técnicas e de segurança).
    • Uma wallbox costuma ser a opção mais confortável e segura para uso diário.
  • Condições elétricas e proteções corretas (no quadro)
    • Cada circuito final para ligação do veículo deve ter proteção diferencial dedicada
    • Dependendo do equipamento e do modo de carregamento, pode ser necessária proteção para componentes DC, exceto se o próprio carregador já assegurar essa proteção.
  • Instalação por técnico habilitado
    • A Portaria n.º 220/2016 prevê que a instalação (e a parte elétrica associada) seja executada por um técnico responsável ou entidade instaladora habilitada, nos termos aplicáveis, e que a instalação cumpra as regras e normas relevantes.
  • Regras do prédio, se viver em condomínio
    • É permitida a instalação por condómino em edifícios existentes e, quando a cablagem/equipamento passe por partes comuns, exige comunicação escrita prévia à administração do condomínio com pelo menos 30 dias de antecedência.

Depende sobretudo de três variáveis: energia a repor (kWh), potência disponível (kW) e limitações do carregador do carro/posto.

Uma regra simples: o tempo (h) é aproximadamente o quociente da energia (kWh) a dividir pela potência (kW) (na prática, há perdas e a potência nem sempre é constante, sobretudo perto dos 80–100%). 
Exemplo: se quiser repor 30 kWh e carregar a 7,4 kW, o cálculo dá cerca de 4 horas (30 ÷ 7,4 = 4 h).

O valor cobrado ao utilizador inclui IVA (e deve surgir na fatura/recibo), mas a forma como algumas ferramentas apresentam o preço pode variar. A estrutura de custos associada ao carregamento público inclui tipicamente taxas/impostos, nomeadamente o IEC e o IVA, para além das componentes de energia e de utilização do posto.