Contacte-nos
Contacte-nos para novas contratações
o
Nós ligamos!
O número de telefone é obrigatório Deve inserir um número de telefone correto
Acepto la política de protección de datos.
Para continuar, deve aceitar a política de proteção de dados

Apoios e incentivos para abrir um negócio em Portugal

Apoios e incentivos para abrir um negócio em 2024

0:00

Abrir um negócio em Portugal pode beneficiar de instrumentos que combinam fundos europeus (Portugal 2030), programas setoriais com candidaturas em contínuo, apoio ao empreendedorismo via IEFP e incentivos fiscais no arranque. No Portugal 2030, há um plano anual de avisos para janeiro a dezembro de 2026 e as candidaturas são submetidas no Balcão dos Fundos. Para o turismo, o programa "Crescer com o Turismo" mantém candidaturas abertas até 31 de dezembro de 2026 (ou até esgotar dotação), com apoio maioritariamente não reembolsável e regras próprias. No IEFP, o PAECPE continua a suportar criação do próprio emprego e criação de empresas com linhas de crédito bonificadas. Na fiscalidade, em 2026 a taxa normal de IRC é 19% e existem taxas reduzidas para PME e startups qualificadas.

 

O que são apoios e incentivos ao empreendedorismo

Apoios e incentivos ao empreendedorismo referem-se a programas e instrumentos (públicos e cofinanciados por fundos europeus) que reduzem custos de arranque, facilitam investimento e, nalguns casos, baixam a carga fiscal nos primeiros anos. Na prática, podem ser subvenções não reembolsáveis, financiamento com garantia e bonificação, serviços de capacitação/mentoria, ou regimes fiscais que diminuem o imposto devido.

Um ponto transversal em 2026 é o enquadramento europeu de auxílios de Estado. Muitos apoios (sobretudo subvenções e algumas vantagens associadas) podem cair no regime "de minimis", regulado pelo Regulamento (UE) 2023/2831, que também prevê que, a partir de 1 de janeiro de 2026, os Estados-Membros assegurem o registo central das informações sobre auxílios concedidos.

 

Tipos de apoios disponíveis em Portugal

Em 2026, há quatro vias particularmente relevantes e verificáveis para quem quer criar empresa ou lançar atividade.

  • Fundos europeus e concursos do Portugal 2030. O Portugal 2030 opera por avisos (concursos) e publica um Plano anual de avisos para apoiar projetos entre janeiro e dezembro de 2026, incluindo a indicação de calendários. Isto permite antecipar oportunidades, mas a candidatura depende sempre do aviso formal quando é lançado.

A submissão e acompanhamento das candidaturas é feita, de forma centralizada, no Balcão dos Fundos. Para muitos projetos empresariais, isto é relevante porque obriga a organizar documentação e dados de empresa antes de submeter (registos, caracterização, anexos do aviso).

  • IEFP: instrumentos no âmbito do Programa de Apoio ao Empreendedorismo e à Criação do Próprio Emprego (PAECPE). Este conjunto inclui, entre outros, apoios a beneficiários de prestações de desemprego e medidas de criação de empresas com linhas de crédito bonificadas. 

Na prática, as duas referências muito usadas no arranque são as linhas de crédito com garantia e bonificação de taxa de juro:

MICROINVEST: investimento e financiamento até 20 000 €, com carência de capital e reembolso em 5 anos; juros com Euribor a 30 dias + 0,25% com limites mínimo/máximo e bonificação indicada pelo IEFP.

INVEST+: investimento superior a 20 000 € e até 200 000 € (financiamento até 100 000 €), com regras semelhantes de carência, prazos e bonificação.

Além do financiamento, o IEFP permite a possibilidade de cumulatividade em certos casos (por exemplo, acumular o pagamento do montante global de prestações de desemprego com crédito MICROINVEST/INVEST+, quando aplicável). Isto é importante para evitar expectativas erradas: a cumulatividade existe, mas é regulada e depende do tipo de projeto.

Apoio Técnico à Criação e Consolidação de Projetos. Apoio no arranque e nos primeiros 2 anos, útil para quem precisa de plano, projeções, mentoria e acompanhamento. 

  • Turismo: programa "Crescer com o Turismo" com candidaturas em 2026. Para projetos com enquadramento turístico (incluindo inovação social com valor para o turismo), o Turismo de Portugal tem o programa "Crescer com o Turismo" com candidaturas em contínuo até 31 de dezembro de 2026 (ou até esgotar dotação).

Em termos operacionais, o programa aponta: taxa base de financiamento de 60%, com majorações (por exemplo, projetos em territórios de baixa densidade e/ou integrados em Estratégia de Eficiência Coletiva no contexto Portugal 2030), limites máximos para componente não reembolsável (incluindo limites específicos quando o apoio é dirigido a empresas) e possibilidade de componente reembolsável adicional mediante solicitação. 

  • Financiamento com garantia: linhas InvestEU com garantia mútua. Para muitos negócios, o apoio não é uma subvenção, mas sim condições melhores de financiamento via garantias. É o caso das Linhas de Garantia BPF InvestEU, incluindo a linha "InvestEU - PME e Small Mid-Caps", para diversas finalidades, como investimento sustentável, investimento e fundo de maneio.
Apoios e incentivos para abrir um negócio em 2024

Quem pode candidatar-se a incentivos

A admissibilidade das candidaturas depende do instrumento e do aviso, mas há padrões claros.

  • Empresas (micro, pequenas e médias) e "small mid-caps": são frequentemente elegíveis em concursos Portugal 2030 e linhas com garantia, desde que cumpram requisitos formais (situação fiscal/contributiva regularizada, registos e condições específicas do aviso).
  • Empreendedores inscritos no IEFP e perfis específicos: o IEFP estrutura medidas para criação do próprio emprego e criação de empresas, incluindo linhas de crédito bonificadas e condições de elegibilidade que variam por medida.
  • Projetos turísticos elegíveis: no "Crescer com o Turismo", a elegibilidade inclui entidades públicas, entidades privadas sem fins lucrativos e PME (neste caso, com restrições/condições ligadas a inovação social com valor para o turismo e/ou integração em estratégias relevantes).

 

Entidades responsáveis pelos apoios

As entidades mais relevantes para os apoios são:

  • Portugal 2030 (programas temáticos e regionais): publica avisos e o plano anual de 2026; candidaturas submetidas via Balcão dos Fundos.
  • IEFP: gere medidas de empreendedorismo no âmbito do PAECPE e disponibiliza condições, montantes e legislação aplicável. 
  • Turismo de Portugal: gere o Crescer com o Turismo, com candidaturas na plataforma SGPI - Sistema de Gestão de Projetos de Investimento.
  • Autoridade Tributária: enquadra os incentivos fiscais e taxas aplicáveis (IRC e regimes de IVA relevantes para pequenos negócios).
  • Sociedade de Garantia Mútua: apresenta e operacionaliza linhas com garantia no âmbito InvestEU.

 

Critérios gerais de acesso

Mesmo quando os programas são diferentes, há critérios recorrentes que convém verificar antes de preparar uma candidatura.

  1. Situação fiscal e contributiva regularizada: surge repetidamente como requisito (por exemplo, em linhas com garantia e, na prática, na maioria dos apoios públicos).
  2. Plano e viabilidade económico-financeira: no IEFP, é explícita a necessidade de viabilidade do projeto; no Portugal 2030, depende do aviso, mas é comum existir avaliação de mérito e coerência do investimento.
  3. Regras de "de minimis" e registo a partir de 2026: se o apoio estiver neste regime, conta para limites acumulados e está sujeito a registo/controlo reforçado; isto influencia a cumulatividade e a estratégia de candidaturas ao longo do ano.
  4. Prazos e plataformas: muitos apoios não são permanentes. Há candidaturas em contínuo (por exemplo, Crescer com o Turismo até 31/12/2026) e há concursos com janelas definidas (Portugal 2030). A submissão é feita em plataformas específicas.
  5. Fiscalidade como incentivo indireto: o IRC tem taxa normal de 19% (norma transitória) e existe taxa reduzida para PME sobre os primeiros 50 000 € de matéria coletável, bem como redução para 12,5% quando a entidade é qualificada como startup nos termos da Lei n.º 21/2023 e cumpre as condições previstas. 

Perguntas frequentes sobre apoios e incentivos

Concursos do Portugal 2030 (avisos ao longo do ano e plano anual 2026), medidas do IEFP/PAECPE (incluindo MICROINVEST e INVEST+), o programa "Crescer com o Turismo" com candidaturas até 31/12/2026, linhas de financiamento com garantia (InvestEU via garantia mútua) e incentivos fiscais aplicáveis ao arranque (IRC/IVA). 

Depende do instrumento: Portugal 2030 varia por aviso e por região; o IEFP dirige medidas a empreendedores e empresas conforme condições; o "Crescer com o Turismo" tem tipologias de beneficiários e restrições próprias; as linhas InvestEU destinam-se a PME e small mid-caps com requisitos formais.

Podem ser, mas com limites. Há casos em que esta situação é prevista (por exemplo, no IEFP pode existir cumulação com linhas MICROINVEST/INVEST+ em condições específicas) e há também regras que impedem financiar a mesma despesa duas vezes. Além disso, quando se aplica "de minimis", a acumulação fica condicionada aos limites e registos aplicáveis.

Alguns, sim, outros não. No "Crescer com o Turismo", o apoio é indicado como não reembolsável até certos limites, podendo existir componente reembolsável adicional; no Portugal 2030, depende do aviso (há incentivos não reembolsáveis e outros formatos); no IEFP, MICROINVEST/INVEST+ são créditos (reembolsáveis) com bonificação; e os incentivos fiscais reduzem o imposto a pagar, mas não são subvenções.